Covid-19: Grupos radicais convocam manifestações para o fim de semana em Berlim

Grupos radicais convocaram manifestações em Berlim para o próximo fim de semana e para o 1.º de Maio contra a proibição de concentrações imposta no âmbito das medidas de confinamento para travar a propagação do coronavírus na Alemanha.

Executive Digest

Grupos radicais convocaram manifestações em Berlim para o próximo fim de semana e para o 1.º de Maio contra a proibição de concentrações imposta no âmbito das medidas de confinamento para travar a propagação do coronavírus na Alemanha.

Segundo a imprensa alemã, a plataforma «Hygiene Demo» mobiliza extremistas de direita e de esquerda, antissemitas e adeptos das teorias da conspiração.

A convocação de novos protestos segue-se a uma manifestação ilegal realizada no sábado passado, no centro da capital alemã, que juntou, segundo fontes policiais citadas pelo jornal Tagesspiegel, cerca de 500 pessoas e foi enquadrada por cerca de 260 agentes policiais.

“As pessoas gritam «Nós somos o povo», especialmente alto quando a polícia avisa que o distanciamento é obrigatório. ‘Mentem’, gritam” os manifestantes, descreveu o jornal.

Em Berlim está actualmente proibida qualquer concentração, mas estão previstas excepções para passeios de grupo ou prática de desporto ao ar livre, que podem juntar até 20 pessoas.

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Apesar de, esta semana, as autoridades terem levantado algumas restrições, autorizando a abertura de lojas até 800 metros quadrados, mantém-se a proibição de manifestações, que deverá estar entre as últimas restrições a levantar.

Na semana passada, o Tribunal Constitucional alemão deu razão aos organizadores de um protesto proibido considerando que não pode haver um veto geral ao direito de manifestação.

Com cerca de 83 milhões de habitantes, a Alemanha contabiliza 145.694 casos de infecção pelo novo coronavírus, 4.879 mortes associadas à covid-19 e 99.400 casos considerados curados, segundo dados oficiais de hoje.

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Surgido em Dezembro na China, o vírus SARS-CoV-2 já infectou mais de 2,5 milhões de pessoas, 176 mil das quais morreram, em todo o mundo.

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