O Exército israelita reivindicou hoje a destruição da Corporação de Radiodifusão Iraniana (IRIB), enquanto a emissora assegurou que mantém as suas transmissões apesar do ataque sofrido.
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram que a sua força aérea “atacou e desmantelou o centro de comunicações do regime iraniano” na capital ao país, alvo de ataques israelitas e norte-americanos desde sábado.
As IDF adiantaram que o complexo da IRIB foi recentemente utilizado pelas forças do regime iraniano para “conduzir atividades militares sob o pretexto de atividades civis”, dirigidas pela Guarda Revolucionária do regime.
Ao longo dos anos, referiram ainda as forças israelitas, a IRIB incitou à destruição do Estado de Israel e ao uso de armas nucleares.
A emissora estatal iraniana confirmou que partes do complexo no distrito de Evin, a norte da capital, foram atingidas pelos bombardeamentos, mas assegurou as transmissões não foram interrompidas e que continuam.
Imagens publicadas pela IRIB nas redes sociais mostram colunas de fumo na área do complexo.
Segundo os meios de comunicação iranianos, os bombardeamentos atingiram também zonas da importante Rua Valiasr, partes da zona leste de Teerão e as imediações do antigo edifício do Parlamento.
Em comunicado divulgado nas redes sociais em língua persa, as forças israelitas dirigiram esta noite um aviso urgente a civis nas imediações da IRIB para que abandonassem imediatamente a zona.
O mapa também partilhado pelo exército israelita mostrava o complexo da IRIB e assinala uma mesquita e três hospitais próximos como estando fora da área designada para o ataque.
Israel realizou esta noite ataques aéreos em Teerão contra os quartéis-generais do Ministério da Inteligência iraniano e da Força Quds da Guarda Revolucionária, divulgaram as Forças Armadas israelitas.
“O Exército israelita atacou mais de dez quartéis-generais pertencentes ao Ministério da Inteligência iraniano, bem como vários quartéis-generais da Força Quds”, detalhou esta força, em comunicado, referindo-se à unidade de elite da Guarda Revolucionária Islâmica que supervisiona as operações externas do Irão.
Segundo o Exército israelita, o ataque foi realizado pela Força Aérea, sob o comando da Direção de Informações do Exército, e ocorreu no coração de Teerão.
“Os ataques visaram locais adicionais onde a inteligência militar identificou atividades do regime”, pode ler-se na mesma nota.
Os alvos incluíram também lançadores de mísseis, instalações de produção de armas e outras posições da força aérea iraniana.
Num comunicado posterior, as Forças Armadas israelitas anunciaram que tinham concluído mais três vagas de ataques contra lançadores iranianos.
“A Força Aérea israelita disparou centenas de projéteis contra dezenas de lançadores de mísseis, sistemas de defesa aérea e baterias de artilharia iranianos”, destacou.
As Forças Armadas israelitas atacaram aproximadamente 600 alvos no Irão, segundo a sua própria contagem.
Também nas últimas horas, o exército israelita apelou aos residentes de cerca de 30 aldeias no sul do Líbano para que as abandonem, afirmando que iria realizar operações contra o grupo pró-Irão Hezbollah.
“As atividades do Hezbollah estão a forçar o exército israelita a intervir… Para vossa segurança, devem evacuar as vossas casas imediatamente e seguir para norte”, escreveu o porta-voz do exército em árabe, Avichay Adraee, na rede X, listando 31 aldeias.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.












