Primark sofre com o novo coronavírus: «Não vendemos nada»

A marca de moda passou de vendas de 650 milhões de libras (cerca de 738 milhões de euros) por mês para zero.

Executive Digest

«Desde que as últimas das nossas lojas fecharam a 22 de Março, não vendemos nada», garante George Weston, presidente da Associated British Foods, a empresa que detém a Primark. Segundo o responsável, a marca de moda passou de vendas de 650 milhões de libras (cerca de 738 milhões de euros) por mês para zero.

Sem loja online, a Primark não tem pode obter receitas através do comércio electrónico como grande parte das suas concorrentes no mercado da moda. Além de não contar com uma presença digital, também não oferece serviços de recolha em loja.

E, embora pudesse ter tentado adaptar-se a esta nova realidade – a par dos restaurantes que passaram a apostar em serviços de taka-away -, a Primark manteve o modelo de negócio intacto.

Quando aos colaboradores, George Weston indica que muitos dos 68 mil funcionários da Primark teriam de ser despedidos se não fossem as medidas de lay-of disponibilizadas pelos vários estados-Membros. Em declarações reportadas pela BBC, o responsável adianta ainda que a companhia se viu obrigada a reduzir o valor das respectivas acções em 284 milhões de libras (322 milhões de euros).

George Weston sublinha que gostaria de reabrir as lojas, mas sabe que conter a pandemia é prioritário: «Não o devemos fazer até que tenhamos suprimido a doença.» Quando chegar a altura certa, a segurança dos colaboradores e clientes estará em primeiro lugar, assegura. Mesmo que isso signifique reduzir o número de pessoas em loja em simultâneo e, como consequências, as vendas.

Continue a ler após a publicidade

«Com tempo, poderemos reconstruir o lucro. Não podemos subtituir as pessoas que perdermos», lembra George Weston.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.