As forças armadas suecas neutralizaram na quarta-feira um drone de origem desconhecida próximo do porta-aviões francês “Charles de Gaulle”, que se encontrava em escala em Malmo, confirmaram fontes militares dos dois países.
“Um drone foi bloqueado ontem [quarta-feira] por um dispositivo sueco a cerca de sete milhas náuticas (perto de 13 quilómetros) do ‘Charles de Gaulle'”, disse o porta-voz do estado-maior francês, coronel Guillaume Vernet.
O porta-voz acrescentou que “o dispositivo sueco funcionou perfeitamente e não perturbou a tripulação”, segundo a agência de notícias France -Presse (AFP).
O incidente ocorreu no estreito de Oresund, perto da cidade de Malmo, onde o navio-almirante francês fez escala, precisou o exército sueco.
Segundo um comunicado do exército sueco, um navio da marinha detetou o aparelho suspeito durante uma patrulha, tendo as forças armadas tomado medidas para o neutralizar.
“O contacto com o drone foi posteriormente perdido”, disse o exército, acrescentando que não foram avistados outros aparelhos e que foi iniciada uma investigação.
Voo de drones sobre instalações sensíveis
O bloqueio de um drone consiste em perturbar a transmissão entre o aparelho e o operador, ou privá-lo de orientação através de meios de guerra eletrónica.
O grupo aeronaval francês, que inclui o porta-aviões e respetiva escolta, atracou em Malmo antes de participar em vários exercícios da NATO.
O coronel Vernet explicou que, ao entrar em águas soberanas de um parceiro, o grupo submete-se à proteção do país anfitrião.
O mar Báltico tem sido palco de rivalidades entre a Rússia e os países da Aliança Atlântica.
Diversos Estados europeus têm manifestado preocupação com o voo de drones sobre instalações sensíveis, com alguns responsáveis políticos a denunciarem operações russas de guerra híbrida.
Contudo, responsáveis militares e dos serviços de informações alertaram nas últimas semanas para um possível alarmismo, notando que alguns avistamentos não foram confirmados ou não estão necessariamente relacionados com operações coordenadas.
As autoridades costeiras suecas anunciaram, entretanto, a deteção de uma fuga de combustível de origem desconhecida perto do “Charles de Gaulle”.
“Podemos confirmar que ocorreu um derrame de combustível no porto de Malmo, onde está atracado o porta-aviões francês ‘Charles de Gaulle'”, afirmaram numa mensagem enviada à AFP.
“Dois navios-tanque também estão atracados neste porto”, precisaram, sem fornecer detalhes sobre as outras duas embarcações.
As autoridades abriram um inquérito preliminar por infração ambiental.
“Estamos a tentar determinar qual dos navios esteve na origem da fuga e a recolher amostras no local”, acrescentaram as autoridades costeiras de Malmo, que estavam a cooperar com a polícia e os serviços de socorro.
De propulsão nuclear, o porta-aviões francês chegou a Malmo na tarde de 24 de fevereiro para uma escala de alguns dias, antes de participar em vários exercícios da NATO programados na região.
Após ter participado no exercício de grande escala “Orion 26”, liderado pela França, o navio deverá integrar manobras no mar Báltico e ao largo da Noruega.
Segundo o jornal sueco Sydsvenskan, a fuga de combustível era, por enquanto, limitada.













