Amnistia Internacional, Zero, Impact Hub Lisboa e GoParity são apenas algumas das empresas e associações não-governamentais que se uniram num manifesto que pede uma Recuperação Económica Justa e Sustentável em Portugal. Juntam-se ainda personalidades como Jorge Pulido Valente, Viriato Soromenho Marques e Filipa Saldanha, num total de 94 signatários.
O manifesto, dado a conehcer hoje, tem como ponto de partida a “necessidade de promover uma recuperação económica que coloca no centro das preocupações uma sociedade mais justa, mais eficente no consumo de recursos e mais resiliente”, segundo é explicado em comunicado. As organizações e personalidades da sociedade portuguesa que assinam o manifesto acreditam que as medidas económicas a tomar no período que se avizinha – em contexto de pandemia e pós-pandemia – devem ser justas e sustentáveis, não esquecendo nunca o Pacto Ecológico Europeu (PEE), o Acordo de Paris, os objectivos de protecção da biodiversidade ou os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs).
O objectivo? Uma sociedade e economia mais resilientes e inclusivas no futuro. Para lá chegar, é necessária uma economia climaticamente neutra, que protege e restaura a natureza, a saúde e o bem-estar das pessoas, referem ainda os signatários deste manifesto – promovido pela ANP|WWF.
Dizem ainda que não está em causa a criação de uma nova “economia do zero”. O que pretendem é que seja afirmado “inequivocamente que uma economia justa e sustentável é único caminho para a recuperação da economia portuguesa”. Sugerem a implementação de balizas ao investimento público, que não deve ser aplicado de forma indiscriminada a todos os sectores.
“Nem todos os sectores de actividade estão aptos a recuperar deste choque, nem todos os sectores são actividades económicas de futuro e nem todos respondem a necessidades societais presentes e futuras”, indicam ainda.
A aposta deverá ir, no seu entender, para o sector do bens e serviços ambientais, que registou em 2017 taxas de crescimento superiores às da economia nacional no emprego: 3,7% versus 3,4%. Também face às exportações, os dados desta aliança apontam para um crescimento mais acentuado dos serviços ambientais: 20%, que compara com 11,6% do total das exportações.
Olhando para a Europa, entre 2000 e 2015, a taxa de crescimento dos chamados empregos verdes foi sete vezes maior do que a verificada noutros sectores.
«O momento de crise económica e social que se avizinha não pode servir de pretexto para se ignorar os caminhos que já estavam traçados, sendo agora, mais do que nunca, essencial a articulação entre os vários ministérios para assegurar que as medidas definidas estão em linha com os objectivos do Pacto Ecológico Europeu e em linha com uma sociedade e uma economia que respeita a Natureza», afirma Ângela Morgado, directora executiva da ANP|WWF.
Os signatários:
ANP|WWF – Associação Natureza Portugal, em associação com a World Wide Fund for Nature (promotor)
ACTUAR – Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento
ADPM – Associação de Defesa do Património de Mértola
Agrobio – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica
Alexandra Lichtenberg, arquiteta e urbanista
Alexandra Silva, especialista em educação
Aliados Consulting
Amnistia Internacional – Portugal
Ana Paula Queiroga, professora universitária
Ana Pego, Plasticus maritimus
ANSUB – Associação de Produtores Florestais do Vale do Sado
António Marques, investigador do Instituto Português do Mar e da Atmosfera
APLM – Associação Portuguesa de Lixo Marinho
Aquaponics Iberia
Arestas e Caminhos Lda.
Associação 1%
Associação In Loco
Associação para uma Gestão Florestal Responsável (FSC Portugal)
BCSD – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável
Bluebio Alliance
Carla Amado Gomes, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Carlos Rio de Carvalho, Erena
Casa Agrícola Herdade do Conqueiro S.A.
Casa Agrícola Herdade do Monte Novo S.A.
Casa Agrícola Herdade do Monte Velho S.A.
Catarina Alves
Cecília Delgado, investigadora
Centro de Ecologia Aplicada “Prof. Baeta Neves”, Instituto Superior de Agronomia
Circular – Consultoria em Sustentabilidade
Circular Economy Portugal
Cooperativa de Usuários do Freixo do Meio – Montado do Freixo do Meio
Coopérnico
Divespot – Escola de Mergulho
FAPAS – Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens
Federação Minha Terra
Fernando Vaz, piloto
Filipa Saldanha, economista
Filipe Duarte Santos, professor universitário e presidente do Conselho Nacional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Francisco Castro Rego, professor universitário
Francisco de Almeida Garrett, Casa Agrícola da Herdade do Conqueiro
Francisco Lufinha, desportista
Fundação Gonçalo da Silveira
GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
Gil Pessanha Penha-Lopes, investigador da FCUL
Gonçalo Amorim, CEO e fundador, Building Global Innovators
GoParity
GreenFest
Hotel Herdade da Cortesia
Impact Hub – Lisboa
Impact+
Inês Nobre Gomes, engenheira do ambiente
Jorge Pulido Valente, vice-presidente da CCDR-Alentejo
LPN – Liga para a Proteção da Natureza
Lara Fraga, investigadora em Desenvolvimento Sustentável, Biodiversidade e Alterações Climáticas
Leyla Acaroglu, CoProject
Luís Lobo Xavier, gestor
Luísa Schmidt, professora universitária
Mafalda Esteves Matos
Maria Clara Amorim, professora universitária
Mário Franco, modelo
Marta Chantal Ribeiro, professora universitária
Miguel Bugalho, professor universitário no ISA e coordenador do CEABN/ISA
Miguel Guedes, músico
Miguel Martins (Edis One), artista
Miguel Matos, deputado
MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta
NBI – Natural Business Intelligence
Neptunpearl, Lda.
Novos Povoadores – Programa de Povoamento Rural
Ocean Alive
OMA – Observatório do Mar dos Açores
Parents for Future – Portugal
Patrícia de Freitas Silva, consultora
Paula Antunes, professora universitária
Pedro Krupenski, jurista
Pedro Norton de Matos, gestor
Pedro Soares, professor universitário
Pedro Vaz Goulart, professor universitário no ISCSP/Universidade de Lisboa
Raquel Gaião Silva, bióloga marinha
ReAlimentar – Rede Portuguesa pela Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional
Rui Horta, coreógrafo
Rui Hortelão, especialista em comunicação
Sciaena – Associação Ciências Marinhas e Cooperação
Sofia Almeida Garrett, empresária
Sofia Guedes Vaz, filósofa do ambiente
Sofia Santos, economista, especialista em financiamento sustentável
SOS Animal
SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
The Minimal Magazine
Tiago Domingos, professor universitário do IST
Verney Store
Viriato Soromenho-Marques, professor catedrático da Universidade de Lisboa
Yorgos Stratoudakis, investigador do Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável














