Portugal entra esta quinta-feira, num novo padrão meteorológico, marcado pela consolidação do anticiclone e pela subida do jato polar em latitude, afastando as principais depressões para norte da Europa. As previsões são do portal especializado LusoMeteo, que aponta para o início de um período mais seco no Continente e na Madeira, contrastando com maior instabilidade nos Açores.
Depois de vários dias em que o anticiclone tentou afirmar-se sem sucesso — permitindo a passagem sucessiva de frentes associadas a sistemas depressionários, incluindo na quarta-feira a frente ligada à depressão Pedro, com chuva generalizada e vento mais intenso no Norte — o cenário atmosférico altera-se agora de forma mais consistente.
Com a subida em latitude do anticiclone, também o jato polar — corrente atmosférica que orienta as tempestades e funciona como motor das ciclogéneses — se desloca para norte. Isso significa que, pelo menos durante alguns dias, as depressões deverão circular em latitudes mais elevadas.
Este padrão configura um regime NAO positivo (Oscilação do Atlântico Norte positiva), caracterizado por alta pressão entre os Açores e a Europa Ocidental e baixa pressão na região da Gronelândia/Islândia. Em termos práticos, este regime tende a favorecer tempo mais seco em Portugal continental, embora não exclua a passagem ocasional de frentes, sobretudo no Norte.
Segundo o LusoMeteo, sexta-feira poderá mesmo marcar “em largos dias (ou semanas)” o primeiro dia com céu praticamente limpo em todo o território continental.
A consolidação do anticiclone abre a porta a um período mais estável no Continente e na Madeira, facilitando a recuperação após os danos provocados pelas tempestades recentes. A melhoria do estado do tempo deverá permitir trabalhos de reposição de eletricidade, reparação de telhados e infraestruturas, além de atividades ao ar livre.
Ainda assim, este padrão poderá ser transitório. Alguns modelos meteorológicos indicam sinais de nova mudança a partir do dia 24 de fevereiro, com tendência para precipitações ocasionais até ao final do mês. O Atlântico deverá voltar a intensificar a sua atividade, restando saber se as depressões circularão mais a norte ou mais a sul, determinando o eventual impacto em Portugal.
Para esta quinta-feira prevêem-se períodos de céu muito nublado, com abertas progressivas e mesmo céu pouco nublado a partir do meio da tarde na maioria do território.
Até ao meio da manhã há possibilidade de aguaceiros, mais prováveis no Norte, em especial no Minho, Douro Litoral e zonas montanhosas.
O vento sopra moderado de noroeste, entre 20 e 25 km/h, podendo registar rajadas fortes no litoral até meio da manhã (até 55 km/h) e rajadas moderadas a fortes nas terras altas (45 a 50 km/h), acentuando o desconforto térmico.
As temperaturas descem, com possibilidade de formação de gelo e geada no Interior Norte e Centro, sobretudo em locais abrigados.
No litoral, a ondulação na Costa Ocidental deverá situar-se entre 3 e 5 metros, com a temperatura da água do mar entre 13ºC e 14ºC. Na Costa Sul do Algarve, as ondas não deverão ultrapassar 1 metro, com água a cerca de 15ºC.
Sexta-feira será marcada por céu pouco nublado ou limpo em praticamente todo o território, com possibilidade de alguma nebulosidade residual no litoral Norte e Centro, sem significado relevante. O sol deverá predominar.
O vento soprará fraco a moderado de nordeste, entre 10 e 20 km/h.
As temperaturas máximas deverão subir de forma significativa, com aumentos que poderão atingir 6 a 8ºC em alguns locais. As mínimas, por outro lado, descem ligeiramente, favorecendo a ocorrência de geadas mais generalizadas no Interior Norte e Centro. Em zonas abrigadas, as mínimas poderão descer abaixo de 0ºC.
Prevêem-se valores mínimos entre 3ºC e 9ºC na maioria do território: cerca de 5ºC no Porto, 8ºC em Lisboa e 9ºC em Faro.
A ondulação na Costa Ocidental deverá reduzir gradualmente para 2 a 3 metros, mantendo-se inferior a 1 metro na Costa Sul do Algarve. A temperatura da água do mar oscila entre 13ºC e 15ºC.













