Renováveis geram 80,7% da eletricidade em janeiro, melhor registo em nove meses

As energias renováveis garantiram 80,7% da eletricidade produzida em Portugal continental em janeiro, colocando o país em segundo lugar na Europa e marcando o melhor registo dos últimos nove meses, segundo a APREN.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 10, 2026
9:00

As energias renováveis garantiram 80,7% da eletricidade produzida em Portugal continental em janeiro, colocando o país em segundo lugar na Europa e marcando o melhor registo dos últimos nove meses, segundo a APREN.

De acordo com o mais recente boletim de eletricidade renovável divulgado pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), entre 01 e 31 de janeiro foram gerados 4.420 Gigawatts-hora (GWh) de origem renovável, de um total de 5.479 GWh produzidos no país.

O resultado representa o nível mais elevado de incorporação renovável desde abril de 2025, data do apagão que deixou Portugal e Espanha sem eletricidade durante mais de 10 horas.

O desempenho permitiu a Portugal subir da habitual quarta posição para o segundo lugar entre os mercados europeus analisados, com 80,7% de incorporação renovável, apenas atrás da Noruega (96,3%) e à frente da Dinamarca (78,8%).

A produção elétrica foi liderada pela energia hídrica, responsável por 36,8% do total, seguida de perto pela eólica, com 35,2%, enquanto a solar representou 4,4%.

O aumento da geração hídrica e eólica ajudou a suportar um crescimento em janeiro de 8,3% do consumo para níveis recorde.

O mês de janeiro ficou ainda marcado pela passagem de depressões que causaram vítimas mortais, danos materiais e cortes de energia em várias regiões, contexto meteorológico que coincidiu com níveis elevados de produção hídrica e eólica.

No período em análise pela APREN, as importações corresponderam a 5,6% do consumo de eletricidade em Portugal continental, e o “preço médio horário no Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL) fixou-se em 71,0 euros por MWh, menos 26,6% em termos homólogos”, detalha a associação.

Foram ainda registadas 210 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para cobrir a totalidade do consumo nacional.

Segundo a APREN, a incorporação destas fontes permitiu uma poupança estimada de 703 milhões de euros face à produção com centrais a gás natural.

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