PS suspende e abre processo disciplinar a militante suspeito de ataque na Marcha pela Vida

O PS anunciou hoje a abertura de um processo disciplinar e a decisão suspender preventivamente o militante suspeito de atirar um cocktail molotov durante a Marcha pela Vida, mostrando-se surpreendido com as notícias vindas a público.

Executive Digest com Lusa

O PS anunciou hoje a abertura de um processo disciplinar e a decisão suspender preventivamente o militante suspeito de atirar um cocktail molotov durante a Marcha pela Vida, mostrando-se surpreendido com as notícias vindas a público.


“O Partido Socialista tomou conhecimento, através da comunicação social, que o indivíduo suspeito de ter arremessado um objeto incendiário na direção de uma manifestação [Marcha pela Vida] é militante do PS”, pode ler-se numa nota do partido enviada à agência Lusa.


Na sequência dessa informação, que dizem ter surpreendido o PS, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, “decidiu remeter de imediato para a Comissão Nacional de Jurisdição esta informação, com vista à instauração de um processo disciplinar que determine a aplicação da sanção adequada à alegada prática dos factos que lhe são imputados”.


“A confirmarem-se os factos poderá ser aplicada a expulsão de militante. O Secretariado Nacional determinou, desde já, a suspensão preventiva do militante em causa”, acrescenta.


É recordado que o PS “condenou publicamente o ato em causa, em intervenções produzidas na Assembleia da República e na Assembleia Municipal de Lisboa”.

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“O PS não pactua com nenhum tipo de violência e considera absolutamente intolerável qualquer ato que possa consubstanciar um comportamento desse tipo”, conclui.


A Polícia Judiciária (PJ) deteve o homem que atirou um “cocktail molotov” contra as pessoas que participavam na manifestação “Marcha pela Vida”, que decorreu no mês passado em Lisboa.


A PJ explica, em comunicado divulgado hoje, que o homem, detido na terça-feira, está indiciado pela “tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas”, posse de arma proibida, incêndio, explosão e “outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave”.

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O homem já tinha sido detido pela PSP, por posse de arma proibida, no dia da manifestação, que decorreu a 21 de março, junto à Assembleia da República, e ficou obrigado a apresentar-se diariamente às autoridades.


O homem, que não participava na manifestação, terá atirado um ‘cocktail molotov’ com gasolina na direção dos manifestantes.


 

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