Somando trabalhadores do sector privado que estão neste momento em situação de lay-off, pensionistas e funcionários públicos, entre outros, são cerca de 5,5 milhões as pessoas que dependem financeiramente do Estado português para viver. O número é apontado pelo Correio da Manhã, que analisou os dados da Direcção-Geral do Orçamento e da Segurança Social, bem como informações divulgadas pelo Governo.
A mesma publicação adianta que, entre o actual mês de Abril e Junho, os pagamentos do Estado a estas pessoas deverão rondar os 4,6 mil milhões de euros por mês. Sendo que este será o período mais difícil da crise sanitária que Portugal atravessa.
A pandemia de COVID-19 estará a contribuir directamente para um aumento do número de cidadãos com algum tipo de dependência do Estado.
Por grupos, o universo de pessoas que dependem financeiramente do Estado é composto por: 2,7 milhões de pensionistas do regime geral da Segurança Social, 645 mil pensionistas da Caixa Geral de Aposentações (CGA), 938 mil trabalhadores do sector privado colocados em lay-off, mais de 698 mil funcionários públicos, 353 mil desempregados e 145 mil trabalhadores independentes. Juntam-se ainda os pais que estão em casa a cuidar dos filhos menores de 12 anos.
Mas quantos destes são novos casos? O Correio da Manhã sublinha que, dos cerca de 5,5 milhões que dependem financeiramente do Estado, mais de um milhão passou a integrar este grupo devido à pandemia.
Quanto aos valores atribuídos a cada tipo de dependentes, cerca de de 1,6 mil milhões de euros deverão ir para os salários dos funcionários públicos. As pensões da Segurança Social, por seu turno, custam mais de 1,2 mil milhões de euros e as pensões da CGA aproximadamente 626 milhões de euros. Há que contar ainda mais de 580 milhões de euros para os pais que ficam em casa com os filhos com menos de 12 anos, cerca de 460 milhões de euros para os lay-off e 100 milhões de euros para os desempregados.














