A Dinamarca colocou as suas forças armadas em estado de prontidão máxima para uma eventual ação militar dos Estados Unidos na Gronelândia, dias antes de Donald Trump garantir que não recorreria à força para adquirir a maior ilha do mundo. A operação, conhecida internamente como “Resistência Ártica”, envolveu o destacamento de soldados e equipamento militar, bem como planos detalhados para enfrentar o pior cenário, segundo informações do jornal dinamarquês DR.
Fontes militares e políticas ouvidas pelo DR revelaram que a decisão de colocar as tropas em alerta foi tomada dois dias antes do discurso de Trump em Davos, onde o então presidente norte-americano descartou publicamente o uso da força. A medida tinha como objetivo reforçar a defesa da Gronelândia e preparar uma resposta rápida a qualquer tentativa de intervenção.
Entre as opções consideradas pela Dinamarca estava o confronto militar direto, descrito como o pior dos cenários. Embora o governo e as Forças Armadas considerassem pouco provável que os EUA atacassem, o plano contemplava todas as medidas necessárias caso a ilha fosse efetivamente invadida.
A ordem para colocar as forças em prontidão máxima surgiu do topo da hierarquia, envolvendo tanto o governo como a oposição, criando um consenso político alargado sobre a necessidade de uma resposta militar caso os EUA agissem. O DR aponta que o documento com instruções detalhadas descrevia, página a página, o que deveria ser feito em caso de conflito.
Destacamento militar e munições reais
O plano incluiu o envio de soldados e equipamento para a Gronelândia, com munições reais disponíveis para combate efetivo. A presença militar no terreno visava não apenas um exercício, mas também assegurar que as tropas estivessem prontas para atuar caso surgisse uma ameaça concreta.
Segundo o DR, o destacamento e o armamento demonstravam que a Dinamarca se preparava para uma situação de conflito real, ainda que as autoridades considerassem improvável que tal acontecesse. A operação manteve uma vigilância contínua 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo uma presença significativa das Forças Armadas na maior ilha do mundo.
O aparente alívio político só surgiu após as declarações de Trump em Davos, onde excluiu a utilização da força para adquirir a Gronelândia. Antes disso, tanto o governo como as Forças Armadas da Dinamarca consideravam necessário estar totalmente preparados para qualquer eventualidade, incluindo uma invasão direta.
O DR salienta que a operação “Resistência Ártica” não é uma resposta improvisada, mas sim uma ação planeada há algum tempo, cuja execução foi acelerada pelos recentes desenvolvimentos políticos envolvendo os EUA.
Continuidade da operação e vigilância no Ártico
Mesmo após a declaração tranquilizadora de Trump, a Dinamarca mantém a operação ativa, garantindo presença militar contínua na Gronelândia. A estratégia combina exercícios de prontidão com a capacidade de resposta real, mantendo os soldados equipados com munições prontas para combate, caso seja necessário.
As autoridades dinamarquesas reforçam que a operação serve para proteger a soberania nacional e assegurar que qualquer tentativa de intervenção externa seja respondida de forma imediata e organizada.





