Presidente da câmara do Chega em Albufeira nomeia irmã para Executivo dias após tomar posse

De acordo com a Ordem de Trabalhos da reunião do executivo municipal de 16 de dezembro de 2025, Sara Cristina passou a exercer funções de adjunta com responsabilidades de coordenação no Gabinete de Apoio aos Vereadores. A decisão consta do ponto 7.11 da agenda e foi formalizada por uma vereadora, Cristina Corado, uma vez que Rui Cristina não esteve presente na reunião

Executive Digest
Janeiro 22, 2026
16:44

Poucos dias depois de tomar posse como presidente da Câmara Municipal de Albufeira pelo Chega, Rui Cristina viu o seu executivo envolvido em polémica com a integração da sua irmã, Sara Cristina, no gabinete de apoio aos vereadores do partido. A situação foi revelada pela revista ‘Sábado’ e motivou esclarecimentos públicos do autarca, que rejeitou qualquer nomeação política.

De acordo com a Ordem de Trabalhos da reunião do executivo municipal de 16 de dezembro de 2025, Sara Cristina passou a exercer funções de adjunta com responsabilidades de coordenação no Gabinete de Apoio aos Vereadores. A decisão consta do ponto 7.11 da agenda e foi formalizada por uma vereadora, Cristina Corado, uma vez que Rui Cristina não esteve presente na reunião.

A nomeação ainda não foi publicada em ‘Diário da República’, mas a documentação indica que Sara Cristina ingressou na Câmara de Albufeira em regime de mobilidade, proveniente da autarquia de Loulé, onde exerce funções desde 2007. O único registo do seu nome no ‘Diário da República’ data de 2011, quando foi integrada como técnica superior naquele município.

De acordo com a revista semanal, Sara Cristina já tinha atividade política conhecida, tendo sido candidata autárquica em Loulé pelo PSD em 2021, partido pelo qual Rui Cristina foi deputado antes de se juntar ao Chega. Na altura, o currículo da engenheira civil foi tornado público no âmbito dessa candidatura.

Perante as críticas, Rui Cristina abordou o tema na reunião da Assembleia Municipal de 30 de dezembro, afirmando que a irmã desempenha funções em regime de mobilidade, nos termos da lei, após um procedimento administrativo baseado na avaliação do mérito e das competências curriculares. O presidente recusou a existência de uma nomeação política, classificando como “má fé” essa leitura, e sublinhou que se trata de uma designação técnica sustentada no percurso profissional da adjunta.

O autarca enumerou ainda as habilitações académicas e a formação de Sara Cristina, destacando a licenciatura em Engenharia Civil, a inscrição na Ordem dos Engenheiros e várias pós-graduações e especializações nas áreas do urbanismo, ambiente, direito e turismo, além da experiência acumulada na Câmara de Loulé.

Em resposta escrita enviada à ‘Sábado’, Rui Cristina fez questão de frisar que não conduziu o processo e que declarou formalmente o seu impedimento para qualquer decisão relacionada com a mobilidade da irmã. O presidente reiterou que não houve nomeação, designação política ou contratação, mas apenas um procedimento de mobilidade previsto na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, sem encargos adicionais para o município.

Questionado sobre a modalidade concreta do ingresso, o autarca voltou a sublinhar que Sara Cristina entrou exclusivamente em regime de mobilidade, afastando qualquer outra forma de vínculo. Rui Cristina concluiu afirmando que “todos os presidentes de câmara gostariam de ter uma irmã qualificada como esta para trabalhar em prol dos munícipes”.

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