Irão acusa agentes israelitas da Mossad de distribuírem armas e ordenaram assassinato de polícias e civis

Segundo fontes oficiais iranianas, citadas pelo ’20Minutos’, pelo menos “dois agentes foram presos” e que pode haver “cerca de 600 pessoas ligadas aos serviços de inteligência israelitas”

Francisco Laranjeira
Janeiro 14, 2026
14:40

O Governo iraniano acusou diretamente “agentes infiltrados do Mossad” e outros serviços de inteligência estrangeiros de instigarem as “manifestações violentas” no Irão, que resultaram em mais de 2 mil mortes, segundo diversas organizações de direitos humanos. Segundo fontes oficiais iranianas, citadas pelo ’20Minutos’, pelo menos “dois agentes foram presos” e que pode haver “cerca de 600 pessoas ligadas aos serviços de inteligência israelitas”.

As fontes citadas alegaram que os supostos agentes israelitas “distribuíram armas entre os manifestantes”, sendo que o Governo iraniano tem provas disso uma vez que “confiscou milhares” de armas nos últimos dias. Mais: o Irão enfatizou que os agentes estrangeiros “deram instruções para matar membros das forças de segurança e até mesmo civis” que participavam das manifestações, para aumentar o número de vítimas e “justificar uma intervenção militar dos EUA”.

Segundo a versão oficial, os protestos começaram a 28 de dezembro no bazar de Teerão, devido ao descontentamento com a situação económica do país e a desvalorização do rial iraniano. Posteriormente, entre 1 e 7 de janeiro, “gerações mais jovens” juntaram-se aos protestos, que, segundo as fontes, foram “tolerados e aceites” pelo Governo. “Até aquele dia, não houve mortes no Irão”, destacaram.

No entanto, na última quinta-feira, “houve uma viragem”, pois a violência irrompeu nas ruas quando supostos agentes estrangeiros “tentaram usar os protestos” para desestabilizar o país: “150 membros das forças de segurança foram mortos em apenas dois dias, muitos deles atacados pelas costas ou decapitados, no estilo dos assassinatos realizados pelo Estado Islâmico. Ambulâncias, mesquitas, lojas e bancos foram incendiados. Nenhum Estado teria tolerado isso.”

Sem fornecer números oficiais, as fontes admitiram que “o número de mortos é muito alto”, mas justificraam a resposta policial “para lidar com a violência” dos manifestantes. Defenderam também o bloqueio das comunicações e da internet por dias para impedir que supostos agitadores estrangeiros “transmitam as suas ordens a arruaceiros e terroristas”.

Em relação às notícias de que alguns detidos poderiam ser enforcados esta quarta-feira, fontes oficiais recusaram-se a comentar, mas observaram que “a pena de morte está em vigor no Irão, assim como nos EUA e em outros 50 países” e que os tribunais iranianos aplicarão as sentenças.

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