Presidenciais: Marques Mendes sem perfil e André Ventura sem sentido de Estado, critica mandatário de Gouveia e Melo

Críticas foram feitas pelo antigo deputado do PSD, mandatário de Gouveia e Melo no distrito de Setúbal, durante um almoço comício no Barreiro, na Associação de Fuzileiros

Executive Digest com Lusa
Janeiro 13, 2026
14:47

O antigo ministro social-democrata Fernando Negrão considerou hoje Marques Mendes sem perfil para ser Presidente da República, acusou André Ventura de não ter sentido de Estado e Cotrim Figueiredo de desconhecer o aparelho de Estado.

Estas críticas foram feitas pelo antigo deputado do PSD, mandatário de Gouveia e Melo no distrito de Setúbal, durante um almoço comício no Barreiro, na Associação de Fuzileiros.

No seu discurso, Fernando Negrão defendeu que o ex-chefe do Estado-Maior da Armada é o único candidato presidencial com um percurso “verdadeiramente singular” na linha de anteriores chefes de Estado como o general Ramalho Eanes, Mário Soares, Cavaco Silva ou Marcelo Rebelo de Sousa.

A seguir, o antigo ministro da Justiça falou só sobre os candidatos presidenciais da direita política, o que deixou de fora o antigo secretário-geral do PS António José Seguro.

Em relação ao presidente do Chega, Fernando Negrão sustentou que “não tem sentido de Estado e não pode ser Presidente da República, bastando para tal lembrando o que disse em Espanha” sobre o Governo espanhol, num congresso do partido de extrema-direita Vox.

“Olhamos para Cotrim de Figueiredo, temos sempre uma enorme simpatia por ele, mas tem algumas insuficiências e a maior delas passa pelo desconhecimento que tem do aparelho de Estado. Desconhece o funcionamento da administração pública em Portugal”, apontou.

Já em relação a Marques Mendes, antigo líder do seu partido, Fernando Negrão assinalou que começou a fazer política “ainda praticamente no fim da sua adolescência”.

“Marques Mendes representa tudo o que de bom e de mau aconteceu em Portugal desde o 25 de Abril de 1974. Nas últimas eleições legislativas os portugueses disseram que não queriam que continuássemos a ser governado pelas mesmas personalidades e com as mesmas práticas. E Marques Mendes representa essas personalidades e essas práticas”, criticou.

Depois, concluiu: “Marques Mendes não tem perfil para ser Presidente da República – e confesso que digo isto com alguma dificuldade, porque há muita gente que julga que eu devo qualquer coisa a Marques Mendes”.

Na sua perspetiva, em termos de dívidas políticas, passa-se exatamente o contrário.

“Não devo nada a Marques Mendes e se alguém deve alguma coisa a alguém será Marques Mendes que me deve a mim quando me convidou e convenceu para ser candidato à Câmara de Lisboa [em 2007]. Mas isso são contas de outro rosário”, acrescentou.

Antes de Fernando Negrão, discursaram um jovem barreirense Carlos Silva e Paulo Valério, advogado da área socialista, que pediu uma luta contra o extremismo, o populismo, mas também contra o elitismo na política.

“Não aceito a diabolização dos militares e da sua participação no processo democrático. Não podemos esquecer o que o país deve aos capitães de Abril, nem do exemplo cívico do general Ramalho Eanes. Gouveia e Melo honrará esse legado”, afirmou, num almoço comício em que também esteve presente o antigo diretor-geral da Saúde.

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