Dorme com o aquecedor ligado? Os efeitos negativos que muitos ignoram

Dormir com o aquecimento ligado durante toda a noite é uma prática comum em muitos lares nos meses mais frios do ano.

Pedro Gonçalves
Janeiro 10, 2026
19:00

Dormir com o aquecimento ligado durante toda a noite é uma prática comum em muitos lares nos meses mais frios do ano. No entanto, reduzir a temperatura ao deitar não traz apenas benefícios económicos: pode também melhorar de forma significativa a saúde e a qualidade do descanso. A conclusão é partilhada por especialistas citados pelo meio alemão Chip, que analisou os impactos de manter o aquecimento ligado durante a noite.

Segundo esta análise, desligar ou reduzir o aquecimento ao deitar pode contribuir para um ambiente mais saudável no quarto, favorecendo um sono mais profundo e reparador.

Um dos principais problemas associados a dormir com o aquecimento elevado é a secura do ar. Durante o inverno, a combinação entre o ar frio no exterior e o aquecimento constante no interior das habitações provoca uma diminuição significativa da humidade relativa. Quando esse valor desce abaixo dos 50%, as mucosas começam a secar, desencadeando uma série de reacções no organismo.

Entre os sintomas mais frequentes estão a congestão nasal, a irritação da garganta e uma maior vulnerabilidade a vírus e bactérias. O ar excessivamente seco fragiliza as defesas naturais do corpo, tornando-o mais susceptível a infecções respiratórias.

Efeitos negativos também na pele
Os impactos do aquecimento ligado durante a noite não se limitam às vias respiratórias. A pele é outra das grandes afectadas. As variações constantes de temperatura, o ambiente seco e as duches quentes, típicas desta época do ano, favorecem a desidratação cutânea.

Para pessoas com problemas dermatológicos, manter o aquecimento ligado durante a noite pode representar uma sobrecarga adicional difícil de compensar, agravando sintomas como secura, comichão ou irritações.

Desidratação nocturna e dores de cabeça
Outro efeito comum é acordar com dores de cabeça. Durante o sono, o corpo humano pode perder até 0,75 litros de líquidos. Esta perda tende a ser ainda maior quando se dorme num quarto demasiado quente, devido à transpiração e ao ar seco.

A desidratação nocturna pode provocar mal-estar geral e cefaleias, uma vez que o organismo dispõe de menos líquidos para transportar oxigénio de forma eficiente. Por esse motivo, os especialistas recomendam desligar o aquecimento durante a noite e manter uma boa hidratação ao longo do dia.

A temperatura ideal para um sono reparador
A temperatura do quarto tem uma influência directa na qualidade do sono. Para um descanso verdadeiramente reparador, o ambiente do dormitório deve situar-se entre os 15 e os 18 graus. Antes de se deitar, é aconselhável desligar o aquecimento e arejar o quarto durante cerca de dez minutos.

Este simples gesto permite renovar o ar, melhorar a oxigenação e regular os níveis de humidade, criando condições mais favoráveis para dormir melhor.

Mesmo com o aquecimento desligado, o ar pode continuar demasiado seco em algumas habitações, sobretudo nas mais bem isoladas. Nestes casos, existem soluções simples e acessíveis. Colocar um recipiente com água perto do radiador ou pendurar uma toalha húmida pode ajudar a aumentar a humidade do ar.

Quando estas medidas não são suficientes, a utilização de um humidificador pode ser uma opção eficaz, especialmente em casas onde o problema da secura do ar se mantém de forma persistente.

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