Os Estados Unidos estão a preparar uma nova ronda de sanções contra o setor energético da Rússia, destinada a reforçar a pressão sobre Moscovo caso o Presidente russo, Vladimir Putin, recuse um acordo de paz com a Ucrânia. As medidas em estudo visam sobretudo limitar a capacidade da Rússia de continuar a exportar petróleo e financiar o esforço de guerra.
Segundo a Bloomberg, que cita fontes conhecedoras do processo, o Departamento do Tesouro norte-americano está a ponderar sanções dirigidas à chamada “frota fantasma” russa, composta por navios-tanque utilizados para transportar petróleo fora dos mecanismos tradicionais de controlo, bem como aos intermediários e comerciantes que facilitam essas transações.
De acordo com as mesmas fontes, que falaram sob condição de anonimato por se tratar de deliberações privadas, este novo pacote de medidas restritivas pode ser anunciado ainda esta semana, caso Moscovo não dê sinais de abertura para um acordo que ponha fim à guerra na Ucrânia. O objetivo é apertar ainda mais o cerco económico à Rússia, num momento em que o setor energético continua a ser uma das principais fontes de receita do Kremlin.
O tema terá sido abordado pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante uma reunião recente com um grupo de embaixadores europeus. Após o encontro, Bessent sublinhou, numa mensagem publicada na rede social X, que “o Presidente Trump é o Presidente da paz” e reiterou que, sob a sua liderança, os Estados Unidos continuarão a dar prioridade ao fim do conflito na Ucrânia.
Ainda assim, as fontes citadas alertam que a decisão final sobre a aplicação das sanções cabe ao Presidente norte-americano, Donald Trump, o que introduz um elemento de incerteza quanto ao desfecho do processo. Até ao momento, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos não comentou oficialmente a informação.
Em paralelo, os países do G7 e a União Europeia continuam a negociar novas formas de pressão económica sobre Moscovo, incluindo a possibilidade de substituir o atual limite ao preço do petróleo russo por uma proibição total de serviços marítimos associados à sua exportação, numa tentativa de reduzir ainda mais as receitas energéticas da Rússia.





