Um estudo inovador da Universidade de Bristol, no Reino Unido, fez uma previsão preocupante sobre quando a Terra deixará de ser habitável devido a forçar geológicas e climáticas, com base em simulações feitas por um supercomputador.
Num estudo publicado na revista científica ‘Nature Geoscience’, citado pelo ‘El Economista’, os cientistas alertaram que toda a vida na Terra pode ser erradicada devido a um “triplo golpe” de eventos. Mais: o estudo indicou que o planeta caminha para esses três eventos catastróficos, que se desenrolarão ao longo de centenas de milhões de anos – mais especificamente, em 250 milhões de anos.
O supercomputador analisou vários cenários para prever este cenário futuro caótico. O primeiro evento que desencadearia o início do fim seria a formação de um supercontinente final, um processo impulsionado pelo movimento das placas tectónicas conhecido como ‘Pangeia Última’.
Com a fusão dos continentes, a atividade vulcânica vai intensificar-se, libertando gases de efeito estufa na atmosfera e causando um rápido aumento nas temperaturas globais: de acordo com as simulações, a Terra atingiria temperaturas entre 40 e 50 graus Celsius, tornando-a inabitável para mamíferos.
Mas não só isso: o supercomputador também indicou que, após o aumento da temperatura, haverá uma fase de arrefecimento abrupto, uma mudança radical de temperatura que mataria todo e qualquer mamífero restante.
Após estes resultados, os investigadores foram claros: embora estejamos a falar de um cenário fictício daqui a milhões de anos, os cientistas ressaltam que o que fazemos hoje terá impacto no amanhã.
“Embora prevejamos que o planeta se tornará inabitável em 250 milhões de anos, já estamos a vivenciar um calor extremo prejudicial à saúde humana. Por isso, é crucial atingir emissões líquidas zero o mais rápido possível”, explicou Eunice Lo, uma das principais investigadores responsável pelo estudo.
As emissões de gases de efeito estufa causadas pela atividade humana já estão causar danos ambientais generalizados , desde o aumento das temperaturas até desastres naturais mais frequentes, e é crucial que sejam tomadas medidas para combatê-las.




