Até há alguns anos, os termos phishing ou vishing raramente eram mencionados em Portugal. Porém, com o avanço das novas tecnologias e a digitalização da oferta e da procura, as burlas na Internet multiplicaram-se. A digitalização trouxe um enorme ganho de eficiência, mas também aumentou a exposição a fraudes. Por isso, a confiança dos utilizadores é cada vez mais difícil de conquistar e as fraudes online tornam‑se mais sofisticadas.
É por este motivo que hoje é comum que aplicações bancárias, fintechs, plataformas de compra e venda ou até serviços de anúncios classificados, como a Simple Escort Portugal, implementem sistemas de verificação de identidade para garantir que os utilizadores são realmente quem afirmam ser. Esta tendência procura travar a fraude online, proteger as comunidades e cumprir exigências regulatórias em matéria de proteção de dados.
Assim funciona a identidade digital na Internet
No contexto digital, a verificação de identidade consiste em confirmar que uma pessoa é autêntica quando cria uma conta ou acede a um serviço online. Em Portugal, este processo é realizado através de diversas tecnologias, como o:
- Reconhecimento facial
- Leitura automática do Cartão de Cidadão ou do passaporte
- Sistemas biométricos que permitem confirmar a identidade dos utilizadores sem necessidade de intervenção humana.
Estas soluções, impulsionadas por algoritmos de inteligência artificial, agilizam os processos e reforçam a segurança.
A integração destes métodos disparou durante a pandemia, quando milhões de portugueses passaram a realizar operações financeiras, compras e diversas gestões exclusivamente pela Internet. Como consequência, também aumentaram as tentativas de fraude, cada vez mais elaboradas e difíceis de detetar.
Segundo relatórios europeus de cibersegurança, Portugal encontra-se entre os países da UE onde mais cresceram os ataques de phishing e burlas digitais desde 2020, o que levou as empresas a reforçar a segurança e a proteger as transações online.
Desde então, a identidade digital deixou de ser um simples procedimento para se tornar a base de uma relação segura e transparente entre utilizadores e empresas.
A normativa portuguesa sobre segurança digital e dados pessoais
Em Portugal o enquadramento legal assenta em leis nacionais e europeias.
Lei n.º 58/2019
Esta lei adapta o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) ao contexto português e impõe obrigações claras às empresas que tratam dados sensíveis.
A legislação exige proteger a confidencialidade dos dados, aplicar medidas técnicas rigorosas e garantir que o tratamento seja transparente, sempre sob a supervisão da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD). O regulamento europeu eIDAS complementa este enquadramento, regulando a identificação digital e os serviços de confiança, e permitindo que Portugal conte com Prestadores de Serviços de Confiança Qualificados (QTSP) com plena validade jurídica na União Europeia.
Regulamento eIDAS
A nível europeu, regula:
- A identificação digital;
- As assinaturas eletrónicas;
- Os serviços de confiança.
Graças ao eIDAS, Portugal conta com Prestadores de Serviços de Confiança Qualificados (QTSP), autorizados a validar identidades e garantir a autenticidade documental com validade legal em toda a União Europeia.
Além disso, a futura EUDI Wallet permitirá unificar a identidade digital europeia, facilitando ainda mais os processos de verificação.
A combinação RGPD + Lei 58/2019 + eIDAS coloca Portugal entre os países mais rigorosos na proteção de dados digitais.
Do comércio eletrónico ao entretenimento adulto: a integração prática da verificação de identidade
Atualmente, a verificação de identidade estendeu-se muito para além da banca digital. Setores como o comércio eletrónico, a educação online, os videojogos, os serviços de aluguer e o entretenimento para adultos integraram-na como ferramenta essencial para aumentar a segurança.
No caso do setor adulto, a Simple Escort Portugal, plataforma líder de anúncios classificados, exige verificação obrigatória de todos os perfis antes de publicarem anúncios. Segundo a empresa, “a verificação de identidade é fundamental para garantir que existe uma pessoa real por detrás de cada anúncio“. Para tal, utilizam sistemas biométricos da Incode, uma das referências internacionais do setor.
Além disso, a plataforma aplica um rigoroso sistema de moderação e oferece aos utilizadores a possibilidade de reportar conteúdos suspeitos. Segundo dados internos:
Na Simple Escort publicam-se cerca de 16.000 anúncios por mês, dos quais 70% são rejeitados por incumprimento das diretrizes. Este nível de controlo, apoiado na tecnologia da Incode e numa equipa de moderação ativa, consolidou a plataforma como referência de transparência no setor adulto português. Este modelo contribuiu para criar um dos ambientes mais transparentes e confiáveis do mercado português de anúncios para adultos.
Mas a Simple Escort não é o único exemplo. No comércio eletrónico português, plataformas de compra e venda e operadores logísticos também exigem verificação documental para reduzir burlas. No setor fintech, bancos digitais e neobanks utilizam validação biométrica e monitorização de operações para detetar fraudes em tempo real.
Quem são os líderes em sistemas de verificação de identidade
Entre os fornecedores mais utilizados em Portugal e na Europa encontram‑se empresas como a Onfido, Jumio, IDnow, Trulioo ou Incode, cujas tecnologias combinam análise biométrica, verificação documental e sistemas de aprendizagem automática que permitem identificar tentativas de fraude com grande precisão.
Qual é o futuro da identidade digital?
A identidade digital deixou de ser uma ferramenta adicional para se tornar uma condição básica de acesso a plataformas e serviços online. À medida que as ameaças evoluem, também evoluem as soluções capazes de as prevenir.
Os utilizadores exigem maior segurança, transparência no uso dos seus dados e garantias de autenticidade nas plataformas onde operam. Este contexto acelerou a adoção de soluções avançadas de verificação de identidade, consideradas hoje imprescindíveis para gerar confiança e oferecer experiências digitais seguras.
Portugal avança para um modelo em que a identidade digital será universal, segura e central em todas as interações online. Este futuro, impulsionado pela União Europeia, definirá um novo padrão de segurança digital no país.







