O hipercarro elétrico Aspark Owl Roadster foi oficialmente apresentado e destaca-se por combinar potência quase incomparável com design radical. Com 1.953 cavalos e aceleração de 0 a 100 km/h em 1,78 segundos, este veículo pretende redefinir os padrões de desempenho no segmento dos superdesportivos elétricos, segundo o site ‘Motor1.com’.
Sob uma carroçaria de monocoque em fibra de carbono, o Owl Roadster integra quatro motores elétricos independentes, com um binário combinado de 1.920 Nm. O conjunto propulsor permite uma aceleração impressionante — 0 a 100 km/h em 1,78 segundos, 0 a 200 km/h em 4,76 segundos e 0 a 300 km/h em 9,74 segundos. A velocidade máxima teórica alcança 413 km/h, embora para uso em estrada o limite seja 350 km/h. A bateria de 69 kWh oferece uma autonomia acima dos 250 km no ciclo NEDC.
Com peso seco de cerca de 1.900 quilogramas e um chassis leve em carbono, o Owl Roadster beneficia de uma relação peso-potência muito agressiva para os padrões de veículos elétricos de hiper-desempenho.
Design, dinâmica e exclusividade
As máscaras amortecedoras, suspensão de duplo braço oscilante com altura regulável (80–160 mm), travagem com discos em carbono-cerâmica e sistema de vetorização de binário garantem estabilidade e controlo mesmo em acelerações extremas. A aerodinâmica ativa, com asa traseira móvel, reforça a estabilidade a grande velocidade.
O Roadster desenha-se como uma versão aberta e mais radical do Owl ‘coupé’, concebido para maximizar a sensação de velocidade e contacto com o asfalto — uma proposta reservada a um público de nicho.
A produção será limitada a apenas 20 unidades para o mundo inteiro, tornando o Owl Roadster uma das propostas mais exclusivas no mercado de elétricos de alto desempenho. O preço estimado ultrapassa os 3 milhões de euros, situando-o entre os modelos mais caros e raros da atualidade.
O desafio de combinar velocidade e sustentabilidade
Apesar de as performances impressionarem, o Owl Roadster levanta questões sobre o futuro dos hipercarros elétricos: combinar peso elevado — próprio da tecnologia de baterias atuais — com acelerações extremas e condução em estrada real continua a ser um desafio técnico e prático. A autonomia relativamente limitada e os custos proibitivos excluem-no do uso comum, restrigindo-o a um papel de vitrine tecnológica e símbolo de estatuto.
Mas, no contexto da mobilidade elétrica e da transição energética, o Aspark Owl Roadster representa um exemplo extremo do que é possível quando se procura empurrar os limites da engenharia — ainda que à custa de acessibilidade.




