Na Área Metropolitana do Porto, muitos esperam duas semanas pela realização de testes de despiste à Covid-19, com credencial do Serviço Nacional de Saúde, devido à falta de material e equipamentos, avança o “Jornal de Notícias” (JN), que cita Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar e da Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto.
A escassez alarga-se ao resto do Norte, onde vive mais de metade dos doentes com o novo coronavírus. Em Vila Real, o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil, Fernando Queiroga, disse à “Lusa” que «as instituições estão com o coração nas mãos». O autarca de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, repete a queixa: há 875 pessoas a precisar de testes urgentes.
Germano de Sousa, dono de um dos principais laboratórios do país, está a fazer 2200 testes por dia, mas espera duplicar a capacidade durante a próxima semana. Ao jornal, diz que estão a «rebentar pelas costuras» e que não conseguem «dar vazão a tudo».
Nuno Fernandes tentou agendar um teste durante duas semanas, através dos contactos da Direção-Geral de Saúde (DGS). Sem saber se está infectado, continua em isolamento, no Porto, mas já desistiu de tentar marcar.
Já em Braga, Maria Matos conta que não conseguiu agendar um teste na cidade em que vive, mas encontrou um hospital privado em Mirandela que atenderá a família, no dia 14. O marido está infectado e esteve internado até dia 1 de Abril.
O país regista já 380 vítimas mortais devido à Covid-19, mais 35 do que ontem, e 13.141 infectados, mais 699, revelam os dados do boletim epidemiológico da DGS, divulgado na quarta-feira.
Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde a meia-noite de 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril, depois do prolongamento aprovado na passada quinta-feira na Assembleia da República.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 86 mil. Dos casos de infecção, cerca de 280 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.














