O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe esta terça-feira, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, para uma reunião oficial de trabalho na Casa Branca, num momento em que Washington intensifica os esforços diplomáticos para expandir os Acordos de Abraão. A visita, confirmada pela Reuters e noticiada pela Renascença, ocorre num contexto de renovada pressão norte-americana para que Riade avance para a normalização das relações com Israel — uma meta que Trump tenta retomar desde que regressou ao cargo.
De acordo com a Reuters, a administração norte-americana vê neste encontro uma oportunidade para convencer a Arábia Saudita a juntar-se aos Acordos de Abraão, assinados originalmente em 2020, quando Trump, no seu primeiro mandato, mediou acordos de normalização entre Israel e quatro países árabes: Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão e Marrocos. Contudo, Riade tem resistido a aderir, defendendo que só haverá normalização quando existirem, nas palavras da própria liderança saudita, “avanços concretos no caminho para um Estado palestiniano”, posição que continua a ser o principal obstáculo ao avanço diplomático desejado por Washington.
A deslocação oficial a Washington não é o primeiro contacto entre Donald Trump e Mohammed bin Salman este ano. Segundo o relato da Renascença baseado nas informações da Reuters, ambos já se reuniram a 14 de maio, em Riade, durante um encontro do Conselho de Cooperação do Golfo. No dia anterior, tinham participado no Fórum de Investimento EUA-Arábia Saudita, também realizado na capital saudita, onde discutiram temas económicos e de cooperação bilateral.
Com o príncipe herdeiro saudita agora em Washington, a expectativa recai sobre a capacidade da administração Trump de retomar o ímpeto diplomático dos Acordos de Abraão e de sondar até que ponto Riade está disponível para flexibilizar a sua posição. A reunião desta terça-feira poderá definir o tom das negociações nas próximas semanas, numa altura em que a política externa norte-americana tenta consolidar alianças estratégicas no Médio Oriente e reiniciar a aproximação saudita-israelita.




