O património conjunto dos 17 ministros do novo Governo ascende a 20,9 milhões de euros, segundo o Correio da Manhã (CM). Entre eles, são três as ministras que se destacam como as mais ricas: Maria do Rosário Palma Ramalho, com mais de 5,36 milhões de euros; Rita Alarcão Júdice, com mais de 4,4 milhões; e Maria Graça Carvalho, com mais de 1,81 milhões. Juntas, concentram mais de 55% de toda a riqueza declarada.
De acordo com o mesmo jornal, os imóveis representam a maior fatia do património, totalizando 9,43 milhões de euros. Seguem-se as aplicações financeiras, carteiras de títulos e depósitos bancários, que somam 8,34 milhões. Há ainda 3,12 milhões de euros em direitos de crédito e 38 mil euros em obras de arte, estas últimas exclusivamente declaradas pelo ministro Paulo Rangel.
No que toca ao património imobiliário, o caso de António Leitão Amaro distingue-se dos restantes, uma vez que o ministro contabilizou não só o valor do prédio devoluto que adquiriu, como também os custos das obras de ampliação e reabilitação. É ainda salientado que o valor patrimonial tributário tende a ser inferior ao valor real de mercado.
Diferenças significativas entre membros do Governo
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, surge na sétima posição, com mais de 1,32 milhões de euros. Manuel Castro Almeida é o último ministro com património acima de um milhão. Na base da tabela estão Gonçalo Matias, com 160 mil euros; Maria Lúcia Amaral, com 86 mil euros; e Miguel Pinto Luz, com 28 mil euros.
A análise do CM também evidencia diferentes estratégias de gestão financeira. Enquanto algumas figuras, como Maria do Rosário Palma Ramalho, Rita Júdice e Maria Graça Carvalho, diversificam entre aplicações financeiras e depósitos, outros membros do Governo optam quase exclusivamente por depósitos a prazo. Existem ainda ministros com dívidas associadas a créditos para habitação, embora haja também quem não apresente qualquer passivo.
Depósitos à ordem e obras de arte
Onze ministros declararam ter mais de 2,3 milhões de euros em depósitos à ordem, sendo que sete detêm mais de 100 mil euros cada. Parte deste montante poderá resultar de valores temporariamente parados entre aplicações financeiras.
Paulo Rangel é o único a declarar obras de arte, totalizando quatro quadros avaliados em 38 mil euros, incluindo peças de Ângelo de Sousa e Cabrita Reis.
Nuno Melo declara coleção de 18 automóveis
Outro destaque vai para o ministro da Defesa, Nuno Melo, que revelou possuir uma coleção de 18 automóveis clássicos e antigos. Entre eles encontram-se um Porsche de 1967, um Dodge Brothers de 1927, além de viaturas Triumph, Citroën, Renault, BMW, MG, Ebro, Peugeot e Volvo. O valor individual dos veículos não foi divulgado.













