Depressão Cláudia está a chegar: Proteção Civil emite alerta de mau tempo e deixa conselhos

Em Portugal continental, o IPMA prevê vento, chuva e agitação marítima a partir desta terça-feira à noite

Francisco Laranjeira

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um agravamento do estado de tempo no Arquipélago da Madeira a partir da madrugada desta quarta-feira até à tarde de domingo na Costa Sul e Zonas Montanhosas devido aos impactos da depressão Cláudia, centrada a sudoeste das ilhas britânicas e quase estacionária.

Em Portugal continental, o IPMA prevê vento, chuva e agitação marítima a partir desta terça-feira à noite. Os efeitos começarão a ser sentidos “no Minho, estendendo-se gradualmente às restantes regiões do continente ao longo do dia 12 e nos seguintes, através da passagem de sucessivas linhas de instabilidade, pelo menos até ao fim de semana”.



Estão assim previstos “períodos de chuva persistente e por vezes forte, em especial nos dias 12 e 13, acompanhada de trovoada”, e, “a partir da tarde de quinta-feira, a precipitação ocorrerá maioritariamente em regime de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada”.

A nota acrescenta que “os maiores acumulados de precipitação deverão registar-se no litoral Norte e Centro e nas regiões montanhosas» e que o vento vai intensificar-se do quadrante sul, a partir de terça-feira, «com rajadas até 70 km/h no Minho, que se irão estender ao restante litoral oeste no dia 12, e até 80 km/h nas terras altas” — “O pico de intensidade do vento prevê-se que seja atingido na quinta-feira”, com 90 km/h no litoral e 120 km/h nas terras altas.

O IPMA alertou ainda para ondas de sudoeste com três a quatro metros, temporariamente com quatro a cinco metros na quinta-feira, “afetando partes da costa habitualmente mais abrigadas, como por exemplo a costa sul do Algarve ou da região da Arrábida”.

Face ao mau tempo previsto, a Proteção Civil do arquipélago deixou os seguintes conselhos:

Em função das condições meteorológicas previstas é expectável:

• Possibilidade de queda de ramos ou árvores, bem como de afetação de infraestruturas associadas às redes de comunicações energia;

• Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas e objetos, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;

• Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água;

• Ocorrência de inundações em zonas urbanas;

• Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente
mais vulneráveis.

MEDIDAS PREVENTIVAS

O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas e vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

• Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

• Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

• Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

• Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;

• Adequar os comportamentos e as atividades à situação meteorológica prevista, evitando as viagens para zonas afetadas ou movimentos desnecessários;

• Não circule por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas;

• Especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras;

• Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

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