Os veículos produzidos na China registam uma retenção de valor inferior à das marcas generalistas após três anos de utilização. De acordo com o relatório da ‘GANVAM-DAT’ citado pelo ‘El Economista’, os automóveis chineses conservam apenas cerca de 60,7% do seu preço inicial aos 36 meses, frente aos 65,5% observados nas marcas europeias ou japonesas.
Entre os motivos apontados destacam-se a elevada presença de modelos elétricos puros e híbridos plug-in nas marcas chinesas, segmentos em que a evolução tecnológica rápida e a incerteza sobre autonomia e durabilidade da bateria aceleram a perda de valor. Também a perceção de menor maturidade da rede de pós-venda e de reposição de peças pode pesar nas avaliações de mercado. Ainda segundo o estudo, este padrão persistente compromete a confiança de quem revenda ou procura automóvel usado.
Consequências para o comprador e o mercado de usados
Para quem adquire um veículo chinês novo, a diferença de cerca de 4 a 5 pontos percentuais na retenção de valor em comparação com marcas estabelecidas pode traduzir-se em milhares de euros a menos no momento da revenda ou da troca. É recomendável, por isso, que o comprador avalie não só o preço de aquisição, mas o conjunto ‘custo total de propriedade’, incluindo manutenção, valor residual e liquidez futura no mercado de usados.
Perspetivas de convergência
Apesar da diferença atual, algumas fontes assinalam que a lacuna pode diminuir se as marcas chinesas continuarem a melhorar a qualidade percebida, a rede de distribuição e o serviço pós-venda, e se o mix de motorização se diversificar. A retenção de valor menos favorável não é, de acordo com os analistas, um veredicto definitivo, mas um reflexo da fase ainda de consolidação dos fabricantes chineses no mercado europeu.














