Estado da Saúde: esperança média de vida dos portugueses aumentou 14 anos

Em Portugal, uma pessoa nascida em 1974 tinha uma esperança média de vida de 68 anos. Avançamos até ao presente e uma pessoa nascida hoje apresenta uma esperança de quase 82 anos.

Filipa Almeida

Em Portugal, uma pessoa nascida em 1974 tinha uma esperança média de vida de 68 anos. Avançamos até ao presente e uma pessoa nascida hoje apresenta uma esperança de quase 82 anos. Isto significa que, neste período, ganhámos 14 anos de vida, ou seja, quase quatro meses, em média, por cada ano.

O retrato é desenhado pela Pordata no âmbito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala hoje. Segundo esta base de dados, os ganhos verificados variam consoante o sexo: as mulheres nascidas em 2017 podem esperar viver quase 85 anos, mais seis anos do que os homens.

Dados de 2018 mostram ainda que existem 654 mil pessoas em Portugal com 80 ou mais anos, o que corresponde a 6% da população total. São quase o dobro do que aquelas que existiam em 2001 e 64% são mulheres, o que vem confirmar que as mulheres vivem mais anos.

Penamacor era o município com mais pessoas com ou 80 e mais anos, já que 22,6% da população pertencia a esta faixa etária. Seguem-se Idanha-a-Nova (20,9%) e Alcoutim (20,1%). O top 5 conta também com Pampilhosa da Serra (18,5%) e Vinhais (18,2%).

No sentido inverso, a Pordata dá conta de uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas da União Europeia (é a sétima mais baixa da UE27). Registam-se cerca de três óbitos de crianças com menos de um ano por cada mil habitantes. Em 2017, houve uma ligeira subida para 3,3%.

Continue a ler após a publicidade

Quanto às principais causas de morte em Portugal, a Pordata aponta para doenças do aparelho circulatório: em 2018, morreram, em média, 90 pessoas por dia devido a cardiovasculares. Foram quase 33 mil pessoas no total do ano, ou seja 29% das mortes. Tumores malignos é a causa que se segue, tendo sido responsável por 25% das mortes em 2018. A lista é comporta ainda por doenças do aparelho respiratório (12%), doenças do aparelho digestivo (4%) e acidentes, envenenamentos e violências (4%).

Entre 2001 e 2018, a taxa de mortalidade diminuiu em todos os grupos etários. As descidas mais acentuadas foram nos escalões dos 80 ou mais anos (-21,5%) e dos 70 aos 79 anos (-13,6%), indica ainda a Pordata.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.