José Luís Carneiro vai recomendar, esta tarde, aos grupo parlamentar socialista a abstenção na votação do Orçamento do Estado para 2026 para viabilizar a proposta do Governo, avançou esta terça-feira o ‘Diário de Notícias’. Em 2024, lembrou o jornal diário, o PS de Pedro Nuno Santos optou pela mesma solução.
Com 58 deputados, os socialistas sabem que apenas com o voto contrário do Chega derrubariam o Governo: no entanto, o PS quer garantir governabilidade e estabilidade e José Luís Carneiro já reconheceu que Luís Montenegro respeitou sugestões do PS. “O Governo correspondeu às exigências do Partido Socialista, nomeadamente nas questões laborais que eram, para nós, uma matéria vital à nossa opção política. Também correspondeu em relação aos serviços de saúde e à Lei de Bases da Saúde, Segurança Social e ao tratamento de questões de natureza fiscal”, apontou.
Do lado do Chega, com 60 deputados, a viabilização do Orçamento do Estado está em aberto: as escolhas de Luís Montenegro estão de encontro às prioridades políticas do partido de extrema-direita – investimento nas forças de segurança, aumento das pensões e redução das verbas do RSI (rendimento social de inserção), apesar das críticas de André Ventura sobre como os portugueses “não vão sentir qualquer alívio fiscal” e a “expectativa de aumento brutal na receita do imposto sobre os combustíveis”.
A votação do Orçamento do Estado no Parlamento está agendada para 27 de novembro.














