Os Super Dragões, claque do FC Porto, vão este sábado a eleições em Assembleia Geral Extraordinária agendada para as 18 horas, na Rua São Roque da Lameira, no Porto, para escolher o sucessor de Fernando Madureira. A credenciação dos associados para o exercício do direito de voto encerrará às 20h30.
A AG tem apenas um ponto na ordem de trabalhos: eleição dos órgãos sociais da Associação Super Dragões para o mandato 2025-2028. As listas foram entregues na sede até ao passado dia 11. A claque portista confirmou que foi apresentada apenas uma lista candidata às eleições dos seus órgãos sociais referentes ao triénio 2025-2028.
Em comunicado, a claque do FC Porto refere que apenas a “Lista A” cumpriu todos os requisitos estatuários e regulamentares no prazo previsto na respetiva convocatória.
“Apela-se à participação ativa de todos os associados dos Super Dragões, neste momento decisivo para o futuro da Associação”, pode ler-se no comunicado da claque.
Recorde-se que no final de julho o Tribunal de São João Novo, no Porto, proferiu a sentença no processo da Operação Pretoriano, condenando Fernando Madureira, conhecido como “Macaco”, a 3 anos e 9 meses de prisão efetiva. A sua mulher, Sandra Madureira, foi também condenada a 2 anos e 8 meses de prisão, mas com pena suspensa pelo mesmo período.
Segundo a juíza Ana Dias Costa, que leu o acórdão no Tribunal de São João Novo, no Porto, ficou provado que o casal liderou um plano de coação e intimidação de sócios, com recurso a violência e ameaças, de forma a influenciar a aprovação de alterações aos estatutos do clube — alterações vistas como favoráveis à continuidade da direção de Pinto da Costa.
“Fernando e Sandra arregimentaram uma enorme massa humana, muitos nem sequer eram sócios. Tudo para provocar constrangimento junto de quem fosse votar contra os estatutos”, referiu a magistrada. “A ilicitude da conduta de Madureira é elevada, mais do que a de outros. Tinha influência, era líder de uma claque”, sublinhou ainda.
A maioria dos arguidos foi condenada por cinco crimes, incluindo ofensas corporais, coação, ameaça simples e ameaça agravada. Apenas Vítor Catão foi ainda condenado pelo crime de atentado à liberdade de imprensa. Em contrapartida, os crimes de coação agravada — dos mais graves constantes na acusação — não ficaram provados, pelo que todos os arguidos foram ilibados nesse ponto.
Foram absolvidos de todas as acusações Fernando Saul, antigo oficial de ligação do FC Porto, e José Dias, outro dos visados.
No total, estavam em julgamento 12 arguidos. O processo envolveu mais de 30 crimes imputados pelo Ministério Público, com origem nos distúrbios que marcaram a assembleia realizada no Dragão Arena, e que acabou por ser suspensa.




