No Dia Internacional da Juventude, que se assinala esta terça-feira, várias estruturas partidárias juvenis apresentaram medidas prioritárias para melhorar a vida dos jovens em Portugal. A habitação surge como a principal preocupação para a Juventude Socialista (JS), o Bloco de Esquerda (BE), a Iniciativa Liberal (IL) e o Juntos Pelo Povo (JPP), enquanto a Juventude Social-Democrata (JSD) aposta na semana de quatro dias de trabalho, o Livre propõe uma “herança social” de cinco mil euros para cada criança filha de residentes, o PAN defende o alargamento da gratuitidade dos transportes públicos e o PCP insiste numa educação pública gratuita e de qualidade.
De acordo com o jornal Público, a líder da JS, Sofia Pereira, defende um programa nacional de construção que aumente o parque habitacional público para 10% do total, garantindo “casas dignas, eficientes do ponto de vista energético e com rendas justas”. Já o BE considera que a única resposta imediata à crise habitacional é a implementação de um tecto às rendas, face aos preços elevados nos grandes centros urbanos, que dificultam não só o acesso à habitação, mas também a continuidade dos estudos, lembrando que existem “menos dez mil candidaturas ao Ensino Superior do que no ano passado”.
A IL, através de João Ambrósio, propõe uma aposta massiva na construção com recurso a inovação tecnológica, eliminação de barreiras legais e revisão da escala dos planos urbanísticos, defendendo ainda a liberalização do arrendamento para aumentar a oferta. Filipe Sousa, deputado do JPP, sugere um programa especial de construção e reabilitação de habitação, com arrendamento a custos controlados e possibilidade de compra a preços ajustados aos rendimentos reais, destinado não só a jovens, mas também a pessoas que enfrentam este problema há vários anos.
Fora da habitação, a JSD, liderada por João Pedro Louro, propõe a implementação da semana de quatro dias de trabalho, alegando que os jovens valorizam cada vez mais a flexibilidade e a conciliação entre vida profissional e pessoal. Para o Livre, a prioridade é criar uma “Herança Social” de cerca de cinco mil euros para cada criança nascida em Portugal, filha de residentes, financiada através da tributação das grandes fortunas e heranças, com acesso aos 18 anos para investir na educação, negócios ou habitação.
O PAN, pela voz de Rodrigo Andrade, propõe alargar a gratuitidade dos passes de transporte público até aos 30 anos — atualmente a medida já se aplica até aos 23 —, defendendo que esta mudança promoveria deslocações ambientalmente sustentáveis e aliviaria a carga financeira dos jovens.
Por seu lado, o PCP frisa que não existe uma única solução capaz de responder a todos os desafios da juventude, mas destaca como essencial “a garantia de uma educação pública, gratuita, democrática e de qualidade”. A proposta inclui gratuitidade efetiva de todos os graus de ensino, ação social escolar para quem necessitar, valorização das carreiras de docentes e não docentes, apoio ao transporte e alojamento público para estudantes, bem como mecanismos que assegurem a participação democrática dos jovens.







