Rússia denuncia “esforços titânicos” de vários países para sabotar cimeira Trump-Putin

Kremlin confirmou que Trump e Putin vão reunir-se no Alasca para procurar uma solução a longo prazo para o conflito, embora ambos os lados esperem que o processo seja tenso

Francisco Laranjeira

A Rússia acusou vários países – embora sem especificar quais… – de orquestrar “esforços titânicos” para interromper a cimeira planeada entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, marcada para esta sexta-feira no Alasca.

O anúncio da reunião, um potencial ponto de viragem no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, agravou as tensões. Os riscos são significativos, com implicações para a segurança europeia e para a guerra em curso. Kirill Dmitriev, enviado de investimento da Rússia, alegou que certos países não identificados estão a trabalhar para prolongar a guerra, utilizando desinformação e provocações para impedir o progresso em direção a um cessar-fogo ou acordo de paz.



“Sem dúvida, vários países interessados em continuar o conflito farão esforços titânicos para interromper o encontro planeado entre o presidente Putin e o presidente Trump”, disse Dmitriev, este fim de semana, na rede social ‘Telegram’, especificando que por esforços queria dizer “provocações e desinformação”, noticiou a agência ‘Reuters’.

O Kremlin confirmou que Trump e Putin vão reunir-se no Alasca para procurar uma solução a longo prazo para o conflito, embora ambos os lados esperem que o processo seja tenso. Será a primeira vez que Putin pisará os EUA em 20 anos.

Segundo o conselheiro de Putin, Yuri Ushakov, os dois líderes “vão concentrar-se em explorar formas de garantir uma resolução pacífica a longo prazo para a crise ucraniana”, reconhecendo que “este será claramente um processo difícil”, mas realçou que a Rússia pretende persegui-lo “de forma ativa e enérgica”.

Recorde-se que os líderes europeus expressaram profunda preocupação e uniram-se em apoio da Ucrânia antes da reunião, informou a ‘Associated Press’, e insistiram que qualquer processo de paz eficaz deve envolver a Ucrânia e respeitar a sua integridade territorial. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também rejeitou propostas que envolvam concessões de terras, considerando qualquer acordo de paz que exclua a Ucrânia “natimorto” e “impraticável”, noticiou o jornal indiano ‘The Economic Times’.

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