Helicóptero de emergência do INEM em Loulé volta a operar após seis dias inativo

O helicóptero de emergência médica sediado em Loulé e ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) voltou a estar operacional ao início da tarde desta quinta-feira, após ter estado inativo durante mais de seis dias devido a um problema técnico de software.

Pedro Gonçalves

O helicóptero de emergência médica sediado em Loulé e ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) voltou a estar operacional ao início da tarde desta quinta-feira, após ter estado inativo durante mais de seis dias devido a um problema técnico de software. A informação foi confirmada ao Público tanto pela empresa responsável pela operação da aeronave, a Gulf Med, como pelo próprio INEM.

De acordo com fonte oficial da Gulf Med, a aeronave regressou ao serviço por volta das 13h00. O INEM, por sua vez, especificou que o helicóptero retomou a atividade às 12h55.



A interrupção no funcionamento do aparelho, um Airbus H145, teve início na passada sexta-feira, 1 de agosto. Segundo um porta-voz da Gulf Med, a avaria estava relacionada com o sistema de diagnóstico da aeronave, que “emitia alertas sem que existisse qualquer avaria real, mas que naturalmente levanta questões relacionadas com a segurança das operações”.

A fabricante Airbus acompanhou diretamente o processo de resolução, dado tratar-se de uma falha inédita no sistema do helicóptero. Foi necessária a reinstalação do software da aeronave, um procedimento considerado complexo e que teve de ser validado pelo próprio fabricante aeronáutico.

Na quarta-feira, o INEM já tinha confirmado a inoperacionalidade da aeronave, sublinhando que a paragem prolongada do helicóptero de Loulé não comprometeu a prestação de cuidados de emergência médica na região. “A prestação de cuidados de emergência médica no Algarve continuou sempre a ser garantida com os meios do Sistema Integrado de Emergência Médica, que funcionam numa lógica de complementaridade, nomeadamente pelos restantes meios aéreos disponíveis no país”, destacou o instituto.

O INEM acrescentou ainda que a equipa médica afeta ao helicóptero continuou operacional durante todo o período de inatividade, tendo assegurado o serviço através da mobilização de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

A aeronave de Loulé é uma das três operadas pela Gulf Med ao abrigo de um contrato em vigor com o Estado português. Os outros dois helicópteros estão estacionados em Évora e Macedo de Cavaleiros, todos eles operacionais durante o dia, num regime de 12 horas diárias. Durante o período noturno, o serviço de transporte aéreo de emergência é assegurado pelas Forças Armadas.

O contrato com a Gulf Med, estabelecido por ajuste direto, estipula que, sempre que uma aeronave esteja inoperacional por mais de 12 horas, a empresa é obrigada a disponibilizar uma aeronave de substituição. Caso não o faça, como aconteceu neste caso, fica sujeita ao pagamento de penalizações que variam entre 2825 e 4237 euros por cada dia de incumprimento.

O INEM garantiu que tem vindo a acompanhar a situação, “no sentido de garantir a sua resolução com a maior brevidade possível”, e assegura que fará cumprir as obrigações contratuais impostas à Gulf Med, incluindo a aplicação das respetivas penalizações.

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