A instituição disponibiliza soluções financeiras ajustadas às necessidades específicas de agricultores, cooperativas e empresas agroindustriais, complementando a oferta com a prestação de apoio técnico e consultivo e linhas de crédito orientadas para o desenvolvimento do sector.
Nos últimos anos, o banco tem reforçado a sua intervenção através da participação em programas públicos como o PDR 2030, o PEPAC e o PRR, oferecendo condições de financiamento consideradas competitivas, com taxas de juro ajustadas e prazos mais alargados. Em 2024, o Crédito Agrícola registou um aumento da quota de mercado no crédito total para 6% e atingiu cerca de 32% no segmento agrícola, ultrapassando o ritmo de crescimento do mercado nacional.
Com uma posição financeira robusta, liquidez e níveis de solvabilidade que superam os requisitos regulatórios, o banco garante que se consolida como parceiro de confiança para os agricultores, acompanhando a evolução do sector rumo a uma maior profissionalização, aposta na digitalização e compromisso com a sustentabilidade. A estratégia passa, segundo o próprio banco, por um crescimento sustentado, mantendo a proximidade ao cliente e investindo continuamente na inovação.
Neste contexto de consolidação e crescimento, o Crédito Agrícola identifica também importantes tendências que estão a moldar o sector agroalimentar nacional. A instituição realça que o mercado atravessa uma fase de transformação marcada pela aposta na qualidade, pela preocupação com a sustentabilidade, pela inovação e pela procura de experiências diferenciadoras, com especial enfoque em produtos que promovam a saúde.
Para dar resposta a estas mudanças, o banco explica que tem vindo a ajustar a sua oferta através de soluções financeiras especializadas, capazes de apoiar projectos inovadores e captar fundos europeus que impulsionem o desenvolvimento do sector. Além disso, reforça parcerias estratégicas que privilegiam a partilha de conhecimento e práticas sustentáveis, incentivando ainda a valorização dos territórios rurais. Desta forma, procura fomentar a produção local e contribuir para o desenvolvimento equilibrado das comunidades onde está presente.
A par da aposta na valorização da produção e na sustentabilidade, o Crédito Agrícola reconhece que a transição digital e tecnológica é hoje um factor essencial para garantir a competitividade das explorações agrícolas. Para dar resposta a este desafio, o banco disponibiliza soluções de crédito específicas que facilitam a modernização dos processos produtivos, promovendo maior eficiência e controlo.
Além do financiamento, a instituição estabelece parcerias com entidades que apoiam o planeamento e a monitorização das explorações, ajudando a complementar os apoios públicos ao investimento, nomeadamente através do cofinanciamento de fundos europeus. O Crédito Agrícola destaca ainda o papel da formação na preparação dos empresários agrícolas para esta transformação, promovendo iniciativas como o programa Voice Leadership, desenvolvido em colaboração com a Nova SBE, que visa dotar os agricultores de competências para adoptarem práticas mais inovadoras e tecnologicamente avançadas.
A preocupação com a inovação tecnológica vem acompanhada de um forte compromisso com a sustentabilidade ambiental, área onde o Crédito Agrícola assume um papel activo no apoio aos agricultores e empresários que pretendem alinhar-se com os objectivos do Pacto Ecológico Europeu.
Segundo a instituição, a sustentabilidade está hoje integrada no centro da sua actividade, orientando a sua actuação para promover o desenvolvimento socioeconómico local e facilitar a transição para uma economia de baixo carbono. O banco sublinha que está empenhado na redução de emissões, em conformidade com o Acordo de Paris, os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e a legislação europeia em vigor, tendo já em marcha um Plano de Transição Net Zero 2050 e a adesão à Net Zero Banking Alliance.
Para concretizar este compromisso, o Crédito Agrícola disponibiliza produtos financeiros específicos destinados a práticas mais sustentáveis, entre os quais se destacam a LC Descarbonização e Economia Circular, que financia projectos de eficiência energética e circularidade até 10 anos; a LC Energias Renováveis, que apoia investimentos em fontes de energia limpa; e a Linha BPF InvestEU, orientada para o financiamento de médio e longo prazo com vista à redução da pegada carbónica e à promoção de uma economia circular.
Além das soluções próprias para promover a sustentabilidade, o Crédito Agrícola destaca também o papel que desempenha enquanto intermediário de várias linhas de crédito bonificado e apoios europeus dirigidos ao sector agrícola e agroindustrial.
Neste âmbito, a instituição sublinha a importância de instrumentos como o Fundo Europeu de Investimento (FEI), o PEPAC, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o programa Portugal 2030, através dos quais disponibiliza financiamento em condições mais vantajosas para os agricultores e empresas do sector.
O banco adianta ainda que a procura por estas linhas de crédito tem sido elevada, reflexo da relevância dos fundos europeus no impulso à modernização e competitividade da agricultura nacional.
A par da gestão dos fundos europeus e das linhas de crédito bonificado, o Crédito Agrícola reconhece ainda que é essencial dar resposta aos desafios específicos enfrentados pelos jovens que pretendem iniciar actividade no sector agrícola.
De acordo com a instituição, os jovens agricultores continuam a enfrentar várias barreiras no acesso ao crédito, como a ausência de historial bancário, a exigência de garantias elevadas, prazos de financiamento muitas vezes demasiado curtos, taxas de juro pouco competitivas e, em muitos casos, a dificuldade de acesso a terrenos, o que limita a rentabilidade inicial dos projectos e aumenta o risco percepcionado pelas instituições financeiras.
Para mitigar estes obstáculos, o banco desenvolveu soluções direccionadas, destacando-se a Linha Agronegócios FEI, que oferece condições preferenciais de financiamento. Além disso, aposta em parcerias com associações como a AJAP (Associação dos Jovens Agricultores de Portugal), criando redes de apoio à instalação e ao arranque de actividade. O Crédito Agrícola sublinha também a existência de protocolos específicos para a antecipação de apoios públicos, bem como linhas de financiamento dedicadas à instalação e ao investimento inicial, garantindo condições mais favoráveis e contribuindo para atrair novas gerações ao sector.
Ao mesmo tempo que procura facilitar o ingresso das novas gerações na agricultura, o Crédito Agrícola mantém um olhar atento sobre a competitividade da indústria agroalimentar portuguesa no contexto internacional.
A instituição destaca que este sector tem um peso estratégico na economia nacional, representando o maior segmento industrial do país, responsável por cerca de 7,6% do PIB e empregando cerca de 110 mil pessoas. Além disso, o agroalimentar português tem vindo a afirmar-se nos mercados externos, impulsionado pelo dinamismo empresarial, pela qualificação crescente dos agentes do sector e pela aposta na inovação.
No entanto, o Crédito Agrícola reconhece que persistem desafios estruturais e conjunturais que limitam o potencial de expansão, como a elevada regulamentação, a pressão sobre os custos de produção, a fragmentação empresarial – com predominância de pequenas e médias empresas – e uma forte dependência de apoios públicos para garantir investimentos em inovação e sustentabilidade.
Neste cenário, o banco sublinha o seu papel como parceiro essencial no reforço da competitividade e da internacionalização da indústria agroalimentar, assegurando financiamento, promovendo a adopção de práticas sustentáveis e apoiando projectos de modernização e inovação que permitam às empresas nacionais competir em melhores condições nos mercados globais.
Ao apoiar toda a cadeia de valor agroalimentar, o Crédito Agrícola não descura a gestão dos riscos específicos que afectam o sector, em particular os riscos climáticos e de mercado, que têm impacto directo na actividade agrícola.
A instituição explica que adopta uma abordagem integrada de gestão de risco, ajustada às particularidades da agricultura, e sublinha o seu compromisso com a neutralidade carbónica como parte da resposta aos desafios climáticos. Para mitigar riscos operacionais, disponibiliza aos clientes instrumentos como seguros agrícolas, que protegem as explorações contra fenómenos adversos, e soluções diversificadas de financiamento que ajudam a equilibrar a exposição ao risco de crédito.
Além disso, investe na monitorização contínua dos riscos e na utilização de tecnologia avançada para análise de dados, o que permite antecipar potenciais impactos e actuar preventivamente para minimizar perdas.
O banco identifica na economia circular uma oportunidade para reforçar a inovação, sustentabilidade e competitividade do sector agroalimentar. Este modelo promove a redução de desperdícios, a valorização de resíduos e a criação de novos negócios, potenciando a colaboração entre produtores, indústria e centros de investigação.
Para os próximos três a cinco anos, a instituição define como prioridades estratégicas o financiamento de projectos de digitalização, transição energética, agricultura biológica e eficiência hídrica, complementando os apoios públicos existentes. Além de crédito para modernização, internacionalização e aquisição de equipamentos, destaca-se o investimento na capacitação técnica, em colaboração com universidades e startups, e a valorização da produção local, com apoio reforçado a cooperativas e associações. A transformação digital é um eixo central, procurando aumentar a eficiência sem comprometer a relação de proximidade e confiança com os clientes rurais.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Negócios da agricultura e da indústria agro-alimentar”, publicado na edição de Julho (n.º 232) da Executive Digest.




