Médio Oriente: “Vários países” prontos a receber residentes de Gaza, garante Netanyahu

Os dois governantes prestaram declarações à imprensa na segunda-feira, no início de um jantar na Casa Branca, onde discutiram pormenores de um acordo de tréguas de 60 dias em Gaza, que a Administração republicana está a promover

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse estar “perto de encontrar vários países” dispostos a acolher os palestinianos que desejem abandonar a Faixa de Gaza, algo que o presidente dos Estados Unidos confirmou.

Os dois governantes prestaram declarações à imprensa na segunda-feira, no início de um jantar na Casa Branca, onde discutiram pormenores de um acordo de tréguas de 60 dias em Gaza, que a Administração republicana está a promover.

Questionado sobre se a proposta de deslocação dos residentes de Gaza para fora da Faixa de Gaza se mantém, Donald Trump deu a palavra a Netanyahu, que declarou: “Se as pessoas quiserem ficar, podem ficar, mas se quiserem sair, devem poder sair”.

“Estamos a trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos para encontrar países que estejam dispostos a tornar realidade o que sempre dizem: que querem dar aos palestinianos um futuro melhor. Penso que estamos perto de o conseguir com uma série de países”, disse Netanyahu.

Trump confirmou, acrescentando que os vizinhos de Israel têm prestado uma “grande cooperação”. “Algo de bom irá acontecer”, afirmou.

Continue a ler após a publicidade

Pouco depois de tomar posse em janeiro, Trump propôs que os Estados Unidos assumissem o controlo da Faixa de Gaza e que os habitantes fossem transferidos para outras nações.

Israel argumenta que o plano facilitaria a emigração voluntária dos habitantes do enclave. No entanto, os países árabes vizinhos rejeitaram a ideia de Trump, qualificando-a de limpeza étnica e afirmando que tornaria impossível a futura criação de um Estado palestiniano.

Benjamin Netanyahu é alvo de um mandado de prisão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, sob acusação de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos na operação militar israelita na Faixa de Gaza.

Continue a ler após a publicidade

Essa decisão suscitou a indignação dos Estados Unidos, que decidiram impor sanções a altos responsáveis do TPI, incluindo quatro juízes e o procurador-geral, Karim Khan.

O TPI processa indivíduos suspeitos dos crimes mais graves do mundo, nomeadamente crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídios.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.