Líderes da Vodafone, Meo e NOS defendem previsibilidade regulatória

O presidente executivo (CEO) da Vodafone apelou hoje à regulação sobre o espectro, defendendo que tem de haver previsibilidade regulatória, uma posição que foi acompanhada pelos líderes da NOS e da Meo.

Executive Digest com Lusa

O presidente executivo (CEO) da Vodafone apelou hoje à regulação sobre o espectro, defendendo que tem de haver previsibilidade regulatória, uma posição que foi acompanhada pelos líderes da NOS e da Meo.

Luís Lopes falava no Debate do Estado da Nação das Comunicações no segundo e último dia do 34.º congresso da APDC que está a decorrer na Culturgest, em Lisboa, com o mote ‘Business & Science Working Together’ (Negócio & Ciência a Trabalhar Juntos).



“Queria fazer “um apelo à regulação no que diz respeito em particular ao espectro”, disse, defendendo que “previsibilidade regulatória e no espectro é fundamental”.

O retorno do 5G deverá levar “várias décadas” e “é preciso ter confiança para investir”, prosseguiu.

Luís Lopes considerou que é preciso ter espectro licenciado em períodos de tempo significativos, “ter cedências de espectro mais longas”, um aspeto que considerou fundamental para a rentabilidade no 5G.

A Vodafone defende que a licença seja licenciada por cerca de 30 anos.

O CEO da NOS, Miguel Almeida, defendeu também a previsibilidade no espectro e recordou que a Comissão Europeia considera que tem de haver um conjunto de medidas que permitam o reforço de investimento.

“Já foi claramente expresso que é preciso aumentar as licenças de espectro e ter renovações facilitadas ou automáticas”, apontou.

Há espectro que vai terminar em 2027 e o regulador Anacom diz que ou põe a concurso ou eventualmente avança por um prolongamento por mais anos, disse.

“À data de hoje, e se prosseguir neste caminho, vai no sentido contrário da Comissão Europeia” e daqui a poucos anos “nenhum de nós sabe se tem espectro”, referiu o CEO da NOS.

Ana Figueiredo, CEO da Meo, acompanhou a posição da previsibilidade regulatória.

“Defendemos que seja continuada a política de renovação do espectro”, disse a gestora, considerando que Portugal tem custos “demasiado elevados” para o país que é.

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