“Não há justificação”: pai é expulso da praia após deixar toalha na areia enquanto o filho nadava

Situação passou-se em Rimini, em Itália

Francisco Laranjeira

Na maioria das praias do mundo, ver a areia coberta de toalhas e guarda-sóis é uma visão familiar. Aliás, não é incomum ver pessoas a tentar chegar primeiro para deixar os seus pertences perto da praia.

No entanto, no sul de Rimini, uma cidade italiana na costa do Adriático, colocar uma toalha perto da água pode ser muito caro. Uma lei costeira entrou em vigor neste ano, na qual ficou estipulado que os primeiros 20 metros da praia são reservados para passeios, e que toalhas, espreguiçadeiras e pertences pessoais não são permitidos.



Embora possa parecer um detalhe insignificante, os profissionais da praia levam essa regra muito a sério. Basta perguntar a Roberto Fabio Prestigiacomo, que, segundo o ‘Corriere di Bologna’, foi expulso da praia por deixar a sua toalha na areia enquanto o seu filho nadava.

Roberto relatou a situação e explicou que colocou a toalha por motivos de força maior: “O meu filho tem uma deficiência leve, comprovada pela Lei 104, e não consegue ficar parado por muito tempo. Costumamos caminhar e parar na área da praia, perto da água, onde guardo as minhas coisas por alguns minutos enquanto ele nada.”

Por outro lado, garantiu que não fazia sentido reservar lugares ou espreguiçadeiras, já que ambos estavam sozinhos e em constante movimento. “Meu filho queria nadar, e nem sempre podemos ir às praias gratuitas. Há muito poucas em Rimini, são muito distantes e não é fácil chegar lá”, acrescentou Roberto.

Segundo o pai, um trabalhador da praia chegou momentos depois de estender as toalhas para tirá-los da praia. “De forma pouco amigável, disse-nos que não podíamos ficar ali. Isso já tinha acontecido connosco durante a semana, mas desta vez foi ainda mais desagradável.”

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