Vários secretários de Estado entraram numa corrida frenética para poder aceitar o convite do Governo: é o caso de Francisco Rocha Gonçalves, lembrou a revista ‘Sábado’, que aceitou o convite para secretário de Estado da Gestão da Saúde na véspera da tomada de posse, mas também era sócio-gerente da PHD, Lda, startup de prestação de serviços na área da informática aplicada ao setor do medicamento, dispositivos médicos e farmácia, com contratos públicos de mais de 42 mil euros.
Segundo fonte do Ministério da Saúde, o secretário de Estado já se desvinculou, apesar de não existir qualquer ato societário de renúncia à gerência. “No dia em que aceitou o convite para ser secretário de Estado vendeu as quotas que tinha aos demais sócios da startup e renunciou à respetiva gerência. (…) Os documentos de cedência das quotas foram assinados a 5 de junho e seguiram para o devido registo na conservatória”, indicou fonte do ministério à revista semanal.
Para respeitar a lei, vários governantes tiveram de se desvincular da vida empresarial: também Rui Novo Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, teve de se apressar, uma vez que o convite chegou a 4 de junho, dois dias antes da tomada de posse. O sócio-gerente da Serras de Ansião, uma empresa de edição de jornais, livros e revistas, apresentou a carta de demissão da empresa em menos de 48 horas. “Confirma-se que o senhor secretário de Estado da Proteção Civil apresentou a sua carta de renúncia à gestão da empresa em apreço no dia 5 de junho, no dia seguinte à receção do convite para integrar o atual Governo”, apontou fonte oficial do gabinete.
Já Paulo Magro da Luz, novo secretário de Estado da Simplificação, era sócio da Primalgoal, Lda., empresa familiar de consultoria em informática, tendo sido, até há uns meses, gerente da empresa. No entanto, renunciou em fevereiro último, pelo que pôde manter a quota na empresa, desde que esta não firme determinados contratos públicos.




