“Mandei os vossos colegas para o inferno. Têm 12 horas para se salvarem”: Mossad ameaçou generais iranianos após ataques israelitas

Operação da Mossad, contada pelo ‘Washington Post’, foi desencadeada após a primeira vaga de ataques de Israel, com incursões generalizadas em centros de comando em Teerão

Francisco Laranjeira

Um breve telefonema, com uma mensagem ameaçadora, enviada a cerca de 20 generais do Irão, instando-os a fugiu, ou acabariam como tantos outros oficiais mortos em ataques israelitas. A operação da Mossad, contada pelo ‘Washington Post’, foi desencadeada após a primeira vaga de ataques de Israel, com incursões generalizadas em centros de comando em Teerão.

As secretas israelitas fizeram chamadas para os telemóveis: aos alvos eram impostas condições – 12 horas para gravar um vídeo a dissociar-se do regime, altura em que estaria em segurança com toda a sua família. Depois, o general deveria enviar o vídeo através do Telegram, que depois tornar-se-ia viral.



Para dar mais peso à ameaça, o agente responsável pela chamada acrescentou uma frase-chave: “Estou a ligar do país que, há apenas duas horas, mandou Bagheri, Salami e Shamkani para o inferno, um após outro.” Uma lista de comandantes ou políticos eliminados quando foi ativada a Operação Leão em Ascensão. Os dois primeiros mencionados morreram, enquanto o terceiro ficou gravemente ferido, mas “reapareceu” com uma declaração desafiadora.

De acordo com a publicação, não se sabe se o general gravou o vídeo e o enviou, confirmando-se que está vivo. Também não é claro quem eram as outras figuras envolvidas numa operação destinada a causar estragos na hierarquia militar, fomentar a desconfiança e intimidar aqueles que deveriam ocupar o lugar dos mortos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.