A Hungria e a Eslováquia anunciaram esta segunda-feira não ter intenção de apoiar o plano da União Europeia para um 18º pacote de sanções contra a Rússia: o anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, numa conferência de imprensa transmitida na sua página de Facebook.
De acordo com o ministro, os dois países decidiram bloquear o pacote de sanções em resposta aos planos da União Europeia para eliminar gradualmente as importações de energia russas, disse o ministro. “Fizemos isto porque a União Europeia… quer proibir os Estados-membros, incluindo a Hungria e a Eslováquia, de comprar gás natural russo barato e petróleo russo barato, como fizeram anteriormente”, disse Szijjarto.
Recorde-se que a Hungria e a Eslováquia continuam a depender do fornecimento de gás e petróleo da Rússia e mantêm laços estreitos com Moscovo.
No passado dia 10, a Comissão propôs uma nova ronda de sanções contra a Rússia pela sua invasão da Ucrânia, visando as receitas energéticas de Moscovo, dos seus bancos e da sua indústria militar.
Em resposta, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, disse que a Eslováquia não apoiará o pacote de sanções a menos que a Comissão Europeia forneça uma solução para a situação que a Eslováquia enfrentará se o bloco eliminar gradualmente as importações de energia russa.
Recorde-se que as propostas de sanções exigem unanimidade no bloco para aprovação.
Este domingo, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, pediu à UE que retirasse da agenda uma proposta de proibição da energia russa devido ao aumento esperado dos preços da energia após o bombardeamento do Irão pelos EUA.




