Testes à Covid-19 nos privados custam 100 euros ao Estado

A maior parte dos centros de testes da Covid-19 que estão a abrir em todo o país resultam de parcerias entre laboratórios privados, câmaras municipais e autoridades regionais de saúde. Mas o Estado paga em média cerca de 100 euros por cada teste aos laboratórios privados com que estabeleceu acordos para criar centros de despistagem do novo coronavírus.

Revista de Imprensa

A maior parte dos centros de testes da Covid-19 que estão a abrir em todo o país resultam de parcerias entre laboratórios privados, câmaras municipais e autoridades regionais de saúde. Mas o Estado paga em média cerca de 100 euros por cada teste aos laboratórios privados com que estabeleceu acordos para criar centros de despistagem do novo coronavírus, avança o “Público”.

O que acontece, no entanto, é que uma grande parte das análises que estão a ser realizadas nestes centros e em instalações privadas dos próprios laboratórios está a ser paga pelos próprios utentes – num valor que varia entre os 100 e 150 euros.

Segundo o jornal, só podem fazer os testes de forma gratuita as pessoas que forem encaminhados pela linha Saúde 24, a qual tem enfrentado sérios problemas de congestionamento. Por outro lado, a própria decisão da SNS24 tem de ser validada pela linha de apoio aos médicos da Direção-geral de Saúde, que também tem tido problemas.

Dois dos laboratórios que estão a prestar este serviço confirmaram ao “Público” que o valor que está a ser pago pelo Estado é de 100 euros por cada teste. A administração regional de saúde do Norte confirmou que o valor pago é o mesmo, independentemente do laboratório responsável pelo teste.

Ontem, em entrevista à “TVI”, o primeiro-ministro afirmou que o país tem capacidade para realizar 20 mil testes por dia no privado e 10 mil no público e que estão encomendados 280 mil testes rápidos. António Costa garantiu que 80 mil chegarão esta semana.

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No mesmo dia, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, havia dito que o Serviço Nacional de Saúde tinha capacidade para fazer quatro mil testes diários, com 20 mil testes em stock, contradizendo a informação que seria mais tarde passada pelo primeiro-ministro.

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