Filho de Jair Bolsonaro acusado pela Polícia brasileira de ter espiado adversários políticos

De acordo com o comunicado da polícia, a investigação está centrada na “monitorizção ilegal de autoridades públicas e na produção de notícias falsas, usando os sistemas da ABIN”

Francisco Laranjeira

O filho do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e os seus aliados foram formalmente acusados ​​pela Polícia Federal brasileira após uma investigação sobre a alegada vigilância de autoridades pela agência de espionagem ABIN durante o Governo de Bolsonaro, indicou esta quarta-feira a agência ‘Reuters’ – as acusações, no entanto, não atingem Jair Bolsonaro

De acordo com o comunicado da polícia, a investigação está centrada na “monitorizção ilegal de autoridades públicas e na produção de notícias falsas, usando os sistemas da ABIN”. Um relatório final foi submetido ao Supremo Tribunal Federal, mas está em sigilo.



Carlos Bolsonaro, vereador da cidade do Rio de Janeiro, foi formalmente acusado de usar informações obtidas ilegalmente para atacar alvos nas redes sociais, de acordo com a primeira fonte policial. Numa série de posts nas redes sociais, o jovem Bolsonaro disse que a acusação visava prejudicá-lo antes das eleições de 2026, acrescentando que “até falar virou crime”.

Alexandre Ramagem, ex-chefe da ABIN durante o Governo Bolsonaro, e Luiz Fernando Correa, atual chefe da agência, também foram formalmente acusados, de acordo com a fonte policial que não quis ser identificada devido à sensibilidade do assunto.

A estrutura paralela da ABIN, criada durante o Governo Bolsonaro, monitorizou pelo menos três ministros do Supremo Tribunal Federal e um ex-presidente da Câmara, de acordo com documentos do Supremo Tribunal Federal. Agora caberá ao Ministério Público decidir se apresentará acusações.

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