O primeiro-ministro, Luís Montenegro, prometeu hoje manter “diálogo franco” e “nunca diminuir” o PS, mas sem excluir o diálogo com outras forças, em resposta a José Luís Carneiro, que lhe perguntou com quem quer dialogar.
Segundo o primeiro-ministro, que falava no debate do Programa do Governo, na Assembleia da República, “não será difícil” estabelecer convergências com o PS “na política externa, na política europeia” e também “na área da defesa”.
Antes, numa intervenção em nome do seu partido, José Luís Carneiro, candidato único a secretário-geral do PS, perguntou a Luís Montenegro “com quem quer estabelecer o diálogo”.
“Nós faremos diálogo político com todas as forças políticas com representação neste parlamento. Evidentemente que nós não nos esquecemos das responsabilidades históricas, do sentido que em muitas ocasiões o PS teve de convergência connosco em aspetos fundamentais”, começou por responder o primeiro-ministro.
Dirigindo-se a José Luís Carneiro, Luís Montenegro prosseguiu: “Senhor deputado, nós não excluímos ninguém e nós sabemos bem quem mostrou já muitas vezes estar à altura dessa responsabilidade. E logo veremos se há novos protagonistas e novas forças a demonstrar também esse sentido. Às vezes temos fundadas dúvidas”.
“Portanto, logo veremos quem é que tem esse sentido de responsabilidade. Há uma coisa que pode ter a certeza: nós não vamos nunca diminuir o PS, nós não vamos nunca deixar de fazer um diálogo franco, aberto, leal, verdadeiro, genuíno, autêntico com o PS. Não vamos deixar de o fazer”, acrescentou.
O primeiro-ministro e presidente do PSD considerou que José Luís Carneiro demonstra querer manter “esta forma de estar dos dois partidos que até hoje assumiram a liderança dos governos democraticamente escolhidos pelos portugueses em Portugal”, o que saudou.






