Um dia após o trágico acidente com o voo AI171, na Índia, que deixou 260 mortos e apenas um sobrevivente, o ex-piloto comercial Hans Mast partilhou uma regra simples que pode ser decisiva em situações de emergência a bordo de um avião.
Apesar de a aviação comercial ser considerada o meio de transporte mais seguro do mundo — com um acidente grave a cada 2,4 milhões de voos —, imprevistos continuam a acontecer. Foi o caso do Boeing 787 Dreamliner que caiu ontem numa zona residencial no oeste da Índia, pouco depois da descolagem, devido à perda de potência. A bordo seguiam 242 passageiros e oito tripulantes.
A única pessoa que sobreviveu foi identificada como Ramesh Vishwakumar, cidadão britânico de 38 anos, cujo assento (11A) ficava próximo de uma das saídas de emergência. As autoridades ainda investigam como o passageiro conseguiu sobreviver ao impacto, mas apontam a proximidade da saída como um possível fator determinante.
Face ao acidente, Hans Mast sublinhou a importância de os passageiros se familiarizarem com o layout da cabine assim que embarcam: “Sempre que entro num avião, conto quantas fileiras existem entre mim e a saída de emergência mais próxima. Num acidente, especialmente se houver fumo e baixa visibilidade, esse ‘mapa mental’ pode salvar vidas”, afirmou à revista Travel & Leisure.
O conselho reforça as instruções de segurança habitualmente dadas pela tripulação antes da descolagem e que, muitas vezes, são ignoradas pelos passageiros. Saber quantos assentos o separam da saída mais próxima é uma das dicas práticas deixadas por Mast para aumentar as hipóteses de sobrevivência em caso de emergência.









