Frente Comum reúne-se hoje em cimeira para discutir caminho de luta a desenvolver ao novo Governo

O secretariado da Frente Comum agendou para esta terça-feira uma cimeira de Sindicatos da Administração Pública para avaliar o atual quadro político e decidir o caminho de luta a desenvolver.

Executive Digest
  • O secretariado da Frente Comum agendou para esta terça-feira uma cimeira de Sindicatos da Administração Pública para avaliar o atual quadro político e decidir o caminho de luta a desenvolver.

“Constatou-se que o resultado eleitoral foi obtido num difícil e incerto cenário internacional e na sequência de uma reiterada falta de respostas a problemas e carências básicas dos trabalhadores e das populações, a nível nacional”, indicou, em comunicado.

No comunicado, a Frente Comum lembrou que “na sequência da instalação da Assembleia da República e da tomada de posse do governo no passado dia 5 de junho, entrega ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a sua Proposta Reivindicativa Comum para 2025 que, mantendo a sua plena atualidade e face à ausência de medidas e de respostas às propostas aí incluídas, é a mesma versão já entregue ao anterior Governo”.

“Assim, tratando-se de um documento já seu conhecido, urge dar-lhe resposta, em particular às questões identificadas como prioritárias, entre elas a valorização salarial e profissional dos trabalhadores da Administração Pública”, apontou o organismo sindical-

“A Frente Comum reitera, neste novo quadro político marcado por uma expressiva reconfiguração parlamentar, da qual se destaca, com preocupação, a criação de um novo ministério – o da Reforma do Estado, do qual já se pronuncia que a orientação não será a de defender e dignificar os serviços públicos e as funções sociais do Estado – a necessidade de alterar as políticas que têm promovido a desvalorização do trabalho público e a degradação dos Serviços Públicos, reafirmando que mobilizará os trabalhadores para a luta por melhores condições de vida e de trabalho”, completou.

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Em novembro último, o Governo assinou com duas das estruturas sindicais da função pública (a Fesap e Frente Sindical) um novo acordo de valorização dos trabalhadores da Administração Pública. Este acordo estabeleceu, nomeadamente, que a base remuneratória da Administração Pública (vulgo salário mínimo no Estado) subisse para 878,41 euros este ano.

O acordo prevê ainda aumentos de 56,58 euros para vencimentos brutos mensais de até 2.631,62 euros e um mínimo de 2,15% para ordenados iguais ou superiores para este ano.

A proposta da Frente Comum, que ficou de fora deste acordo, prevê um aumento do salário mínimo na administração pública para 1.000 euros.

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