A medida já acontecia em Itália, agora em Espanha também os médicos vão ter optar por internar e tratar os pacientes com maior esperança média de vida, em prol dos outros que não podem ser mantidos nos hospitais, uma estratégia de gestão de recursos implementada no sistema de saúde espanhol, de acordo com o ‘El Mundo’.
Os hospitais espanhóis vão então deixar de seguir a regra do «quem chega primeiro é internado primeiro», passando a ter de tomar outras decisões, com a consciência de que, perante o cenário actual, «admitir um paciente pode implicar rejeitar outra pessoa que pode beneficiar mais» do internamento.
Os médicos seguem então as recomendações que constam no documento da autoria do Grupo de Trabalho de Bioética da Sociedade Espanhola de Medicina Interna, Crítica e Unidades Coronárias (Semicyuc), a que o ‘El Mundo’ teve acesso, para que no momento da decisão possam «avaliar cuidadosamente o benefício do ingresso de pacientes com esperança de vida inferior a dois anos».
O documento segue então a premissa de «não internar nas Unidades de Cuidados Intensivos” os pacientes «com poucas possibilidades de recuperarem por causa da sua doença pré-existente ou pela doença aguda» nem os pacientes «com benefício mínimo ou improvável» de internamento. Caso não haja alternativa devem então ser «priorizadas as pessoas com mais anos de vida com qualidade».
O documento determina ainda que não devem ser internadas «pessoas para as quais se prevê um benefício mínimo», que estejam «em situações de falha multiorgânica, risco de morte elevado ou condições de fragilidade avançada». Os médicos devem ter também em conta o «valor social da pessoa».












