Eleições para secretário-geral do PS começam hoje com vencedor definido: José Luís Carneiro vai assumir liderança socialista

O calendário eleitoral socialista foi aprovado na Comissão Nacional, com 201 votos a favor e cinco contra, no passado dia 24 de maio

Francisco Laranjeira

Realizam-se a partir desta sexta-feira – e até sábado – as eleições diretas para a liderança do Partido Socialista. José Luís Carneiro, antigo ministro da Administração Interna no Governo de António Costa, é o único candidato à sucessão de Pedro Nuno Santos.

O calendário eleitoral socialista foi aprovado na Comissão Nacional, com 201 votos a favor e cinco contra, no passado dia 24 de maio.



Na apresentação da candidatura, que decorreu na sede do PS, em Lisboa, José Luís Carneiro apelou à união interna no partido, sem “golpes recíprocos” ou ficar a olhar para dentro, assegurando que não fará “ataques pessoais e superficiais na praça pública”.

No mesmo discurso prometeu que, sob a sua liderança, o PS será “determinado e enérgico na oposição” perante o que considerar retrocessos, mas também não terá receio em “promover consensos democráticos”.

O presidente e secretário-geral interino do PS declarou, esta quinta-feira, apoio à candidatura única de José Luís Carneiro à liderança do partido.

O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, também endossou o seu apoio, referindo que “José Luís Carneiro teve a coragem e determinação para avançar” com uma candidatura à liderança do PS. “Como antigo secretário-geral também eleito em circunstâncias muito difíceis e desafiantes, quero deixar a José Luís Carneiro uma palavra de apoio. E um apelo para os militantes do PS exprimirem através do seu voto a sua confiança e unidade”, afirmou.

Carlos César considera que o antigo ministro da Administração Interna tem condições para relançar a energia dos socialistas, enfraquecida pelos resultados das eleições legislativas.

“Apoio José Luís Carneiro. Como militante do PS há 51 anos, e como presidente do partido, fico satisfeito por o PS poder relançar, com uma nova liderança, a energia enfraquecida com os resultados das últimas eleições, para honrar o seu passado e constituir-se como uma boa promessa de futuro”, lê-se numa publicação do socialista partilhada nas rede sociais.

Carlos César defende que a renovação do partido “sem excluir pessoas de valor e agir sem deixar de ajustar o partido às novas dimensões e exigências que as motivações dos cidadãos e as realidades económicas e sociais requerem”.

“Confio que seja esse o caminho que a nova liderança fará. O primeiro desafio, porém, será o de confirmar nas eleições autárquicas que o Partido Socialista é a alternativa real e construtiva à AD”, acrescentou.

O presidente do PS fez ainda questão de deixar uma “palavra de admiração e solidariedade partidária e pessoal” a Pedro Nuno Santos, que deixou a liderança do partido após o resultado das eleições legislativas, a 18 de maio.

Nas eleições legislativas de 18 de maio, o PS ficou reduzido a 58 deputados e passou a ser a terceira força política no parlamento, apesar de se manter em segundo lugar em termos de percentagem de votos, por uma curtíssima margem de distância em relação ao Chega.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.