Congregação de cardeais na 3.ª-feira para decidir cerimónias fúnebres

O Vaticano começou já a confirmar as primeiras datas para organizar a sucessão do Papa Francisco, que morreu hoje aos 88 anos, estando já marcada a primeira congregação de cardeais para terça-feira.

Executive Digest com Lusa

O Vaticano começou já a confirmar as primeiras datas para organizar a sucessão do Papa Francisco, que morreu hoje aos 88 anos, estando já marcada a primeira congregação de cardeais para terça-feira.

Esta noite, a partir das 20h00 locais (19h00 em Lisboa), terá lugar o rito de confirmação da morte de Francisco e a colocação do corpo na urna, indicou o diretor do serviço de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni.

A vigília será realizada na capela da Casa de Santa Marta e não no Palácio Apostólico, como decretado em vida pelo próprio Papa. Francisco escolheu viver na Casa de Santa Marta desde que foi eleito, em 2013, e recusou residir no Palácio Apostólico.

Além disso, às 19h30 locais (18h30 em Lisboa), tem início uma primeira oração na Praça de São Pedro.

Com a morte do Papa, o Vaticano entrou no período de Sede Vacante, liderada pelo cardeal camerlengo Kevin Farrell, até que seja eleito um sucessor de Francisco no conclave.

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As congregações de cardeais vão ser lideradas pelo cardeal decano, o italiano Giovanni Battista Re, e na primeira será estipulada a liturgia fúnebre.

O corpo do Papa Francisco deverá ser transferido, na quarta-feira de manhã, para a Basílica de São Pedro, para que os fiéis possam rezar diante dos restos mortais, acrescentou Matteo Bruni.

Desconhece-se ainda quantos dias os fiéis poderão despedir-se do Papa no templo. No caso de Bento XVI, que morreu a 31 de dezembro de 2022, foram concedidos três dias, como é tradição.

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Depois, será a vez do funeral, que, se o prazo de três dias for respeitado, poderá ter lugar já no sábado, 26 de abril.

A Constituição apostólica “Universi Dominici gregis”, de São João Paulo II, determina que as exéquias são ser celebradas durante nove dias consecutivos e a sepultura deve ter lugar, “salvo razões especiais, entre o quarto e o sexto dia após a morte”.

As congregações cardinalícias reúnem-se habitualmente todos os dias para regular este processo de sucessão.

O conclave, durante o qual os 135 cardeais eleitores (com menos de 80 anos), vão escolher o futuro papa, deve realizar-se o mais tardar 20 dias após o funeral.

Portugal tem, pela primeira vez desde que o colégio cardinalício foi criado, quatro cardeais eleitores no conclave que irá escolher o sucessor de Francisco: António Marto, Américo Aguiar, Manuel Clemente e Tolentino de Mendonça.

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Francisco morreu hoje aos 88 anos, após 12 anos de um pontificado marcado pelo combate aos abusos sexuais, guerras e uma pandemia.

Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta a chegar à liderança da Igreja Católica.

O Papa Francisco esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março. A última aparição pública foi no Domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer.

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