A marcha dos pinguins… contra Trump. Associação organiza hoje protesto insólito em resposta às tarifas

A controvérsia começou quando Trump decretou tarifas de 10% sobre produtos oriundos das Ilhas Heard e McDonald, localizadas no Oceano Antártico — territórios onde não existem habitantes humanos, apenas vida selvagem, nomeadamente pinguins e focas

Pedro Zagacho Gonçalves

A organização sem fins lucrativos Penguins International anunciou que irá transmitir em direto uma “marcha de protesto” protagonizada por pinguins, esta quarta-feira, em resposta às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a um território australiano habitado apenas de pinguins e focas.

Apesar de um período de 90 dias de suspensão das tarifas “recíprocas”, a turbulência económica gerada pelas decisões de Trump continua a fazer-se sentir, e agora até os pinguins decidiram manifestar o seu desagrado.

A controvérsia começou quando Trump decretou tarifas de 10% sobre produtos oriundos das Ilhas Heard e McDonald, localizadas no Oceano Antártico — territórios onde não existem habitantes humanos, apenas vida selvagem, nomeadamente pinguins e focas.

Face a esta situação insólita, surgiu nas redes sociais uma inesperada resistência sob a forma de uma conta dedicada e da hashtag #PenguinsAgainstTrump, que rapidamente se tornou viral.

Determinados a não deixar a situação passar despercebida, a Penguins International, organização dedicada à conservação e investigação dos pinguins, decidiu avançar com uma ação simbólica. Através de um vídeo promocional, divulgaram a realização da “Marcha de Protesto dos Pinguins” — uma referência bem-humorada ao célebre documentário francês de 2005 “A Marcha dos Pinguins”, realizado por Luc Jacquet.

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David Shutt, diretor executivo da Penguins International, explicou o objetivo da iniciativa: “Os pinguins selvagens, como aqueles que habitam as Ilhas Heard e McDonald, enfrentam ameaças muito mais graves do que as tarifas que foram impostas. Atualmente, nove das dezoito espécies de pinguins existentes estão classificadas como vulneráveis ou em perigo de extinção.”

Shutt acrescentou ainda: “Estamos gratos pela oportunidade de usar a atenção inesperada dada aos pinguins da Antártida para iluminar as ameaças que toda a espécie enfrenta, transformando esta notícia numa oportunidade para os proteger, em prol do bem maior do planeta.”

A “marcha” consistirá na transmissão ao vivo da migração anual dos pinguins, desde o oceano até às suas áreas de reprodução, utilizando imagens reais dos movimentos naturais destas aves no seu habitat. A transmissão estará disponível no canal de YouTube da Penguins International, no dia 16 de abril.

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Este evento ocorre também em antecipação ao Dia Mundial do Pinguim, celebrado a 25 de abril, reforçando a mensagem da organização sobre a necessidade urgente de proteção destas espécies.

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