Pode Hitler ter ‘fingido’ a sua morte? Documentos desclassificados do FBI e CIA revelam plano de fuga

Não é segredo que muitos Governos realizam várias ações à porta fechada, que só vêm à tona anos mais tarde, quando são finalmente desclassificados os arquivos

Francisco Laranjeira

Pode Hitler ter ‘fingido’ a sua própria morte, para realizar uma fuga secreta para a América do Sul? Documentos desclassificados do FBI e da CIA deixam em aberto a possibilidade de o líder nazi ter conseguido escapar para ir residir com outros nazis exilados.

Não é segredo que muitos Governos realizam várias ações à porta fechada, que só vêm à tona anos mais tarde, quando são finalmente desclassificados os arquivos. Nos EUA, por exemplo, deixaram de ser secretos os planos chocantes do Governo em construir uma base do Exército americano na superfície da Lua antes da primeira exploração humana do satélite – e ninguém esquece as especulações dentro da CIA que o assassinato do presidente John. F. Kennedy foi um trabalho interno. Ficaria ainda surpreendido ao descobrir que há provas do assustador “massacre alienígena” de uma unidade militar…

No entanto, talvez um dos rumores mais inesperados provenientes de documentos desclassificados seja o que envolve as circunstâncias de Adolf Hitler, após a sua morte por suicídio em 1945.

É considerado um facto que o ditador nazi matou-se – e à sua mulher – dentro de um bunker no final da II Guerra Mundial: no entanto, documentos divulgados em 2017 pela CIA e pelo FBI deixaram em aberto a especulação que existia a possibilidade de a sua morte ter sido forjada e parte de uma fuga elaborada.

Conforme noticiado pela ‘CBS News’, informações da CIA descreveram que um agente conhecido apenas como ‘CIMELODY-3’ recebeu ‘provas’ de um informador de que Hitler estava vivo e bem na Colômbia, juntamente com outros importantes expatriados nazis.

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O agente escreveu vários memorandos para a sede da CIA, que foram conhecidos no âmbito da divulgação, por parte do Governo americano, de documentos relacionados com o assassinato do presidente John F. Kennedy. O primeiro documento relevante para o líder nazi é um memorando interno, classificado como “Secreto” quando foi enviado a 3 de outubro de 1955. Era da estação da CIA em Caracas, na Venezuela, e dizia que o ‘CIMELODY-3’ tinha recebido uma fotografia do seu contacto na Colômbia que supostamente mostrava outro oficial nazi fugitivo parado ao lado de Hitler.

A foto granulada a preto e branco mostra, sem dúvida, um homem que se assemelha ao líder do Terceiro Reich da Alemanha, mas o ceticismo da CIA é evidente nos comentários.

“De acordo com Citroen, os alemães que residem em Tunja seguem este suposto Adolf Hitler com uma idolatria ao passado nazi, chamando-lhe ‘der Fuhrer’ e fazendo-lhe a saudação nazi e a adulação de um soldado de assalto”, refere um memorando da CIA.

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Estas teorias são também corroboradas por documentos do FBI que, de acordo com os britânicos do ‘Mirror’, indicaram que foi utilizado um duplo para imitar o corpo morto de Hitler, permitindo-lhe realizar uma fuga elaborada.

Afirmaram ainda que Hitler foi levado de avião para fora da Alemanha e terá passado por túneis e compartimentos secretos construídos especialmente para o efeito em Samos, antes de finalmente seguir para a Argentina de submarino, vindo das Canárias.

Contudo, a julgar pelos documentos da CIA, não parece que esses rumores tenham tido muito peso. Altos funcionários da CIA começaram a duvidar da veracidade das alegações feitas pela Citroen e detalharam: “Acredita-se que enormes esforços (despendidos para tentar confirmar os rumores) poderão ser intensificados neste assunto, com possibilidades remotas de estabelecer algo concreto. Assim, sugerimos que este assunto seja arquivado.”

Segundo a publicação ‘Miami Herald’, esta foi a última menção ao “Hitler” na Colômbia pela CIA — pelo menos nos documentos divulgados ao público cerca de 60 anos depois.

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