Greve geral paralisa Argentina esta quinta-feira em protesto com políticas de Javier Milei

Diversos sindicatos vão aderir ao protesto, o que poderá afetar diversos serviços, incluindo transportes, educação, saúde, bancos e administração pública. O protesto já arrancou esta quarta-feira, com a mobilização dos reformados diante do Congresso, sendo que para hoje está agendada uma greve de 24 horas

Francisco Laranjeira

Um ano depois do primeiro movimento nacional contra as medidas económicas do Governo Javier Milei, a Argentina volta a ser palco, esta quinta-feira, de uma greve geral, a terceira desde o início do mandato do presidente Javier Milei, convocada pela principal central sindical do país, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), em protesto contra o rumo económico e a falta de diálogo com a Casa Rosada, sede da presidência.

Diversos sindicatos vão aderir ao protesto, o que poderá afetar diversos serviços, incluindo transportes, educação, saúde, bancos e administração pública. O protesto já arrancou esta quarta-feira, com a mobilização dos reformados diante do Congresso, sendo que para hoje está agendada uma greve de 24 horas.

A CGT (Confederação Geral do Trabalho da República Argentina) conta com a adesão de outros 11 sindicatos, como a CTA (Central de Trabalhadores da Argentina) e a CATT (Confederação Argentina de Trabalhadores de Transporte).

Mais de 300 voos já foram cancelados ou reprogramados. Também vão parar comboios e metros, bancos, escolas e universidades, serviços de recolha de lixo, correios, serviços da administração pública, portos e transporte de carga. Já os serviços médicos e hospitalares e postos de combustíveis terão funcionamento parcial.

A Aerolíneas Argentinas, a maior empresa a operar nos aeroportos do país, afirmou que 258 voos previstos para esta quinta-feira foram cancelados, afetando 20 mil passageiros, mas 80% deles já foram realocados e reprogramados.

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Além de protestar contra a política económica de Milei, que desde que assumiu adotou o “choque” económico como marca, os sindicatos pedem melhores condições de trabalho, aumento salarial e aumento da pensão dos reformados argentinos.

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