Durante o século XIX, o nome Vanderbilt era sinónimo de riqueza e poder. Cornelius Vanderbilt, nascido em 1794, começou sua vida humilde em Nova Iorque, mas, com grande visão empresarial e astúcia, construiu um império que se tornou um dos maiores da história dos EUA. Porém, em apenas três gerações, essa fortuna desapareceu, ilustrando a famosa máxima de que “a riqueza nunca sobrevive à terceira geração.”
Cornelius, conhecido como “O Comodoro”, iniciou sua trajetória como trabalhador em balsas, mas rapidamente construiu uma frota própria de navios a vapor, dominando as rotas de transporte entre Nova Iorque e outras cidades, como conta o ‘elEconomista’. Na década de 1850, expandiu as suas atividades para o setor ferroviário, adquirindo várias linhas e unificando-as, criando um dos maiores sistemas ferroviários do país. Ao morrer, em 1877, a sua fortuna estava estimada em 100 milhões de dólares (92 milhões de euros — o equivalente a cerca de 150 mil milhões de dólares (140 mil milhões de euros) hoje.
No entanto, o futuro da família Vanderbilt foi marcado por disputas internas e decisões empresariais questionáveis. O filho de Cornelius, William, assumiu o controlo do império e, por um tempo, conseguiu aumentar a fortuna da família. Porém, após a sua morte em 1885, os seus filhos e netos não conseguiram manter o legado. A ascensão de Alva Vanderbilt, esposa de William Kissam, que investiu fortunas para se integrar na alta sociedade de Nova Iorque, acelerou o declínio.
A família começou a esbanjar a sua herança com propriedades luxuosas, festas grandiosas e um estilo de vida extravagante. Durante o século XX, os Vanderbilts enfrentaram a chegada de novos impostos, a Grande Depressão e a crise do setor ferroviário. Sem novos investimentos ou fontes de rendimento, a fortuna desapareceu.
Em 1973, quando a família se reuniu, nenhum dos herdeiros tinha uma fortuna significativa, refletindo o esgotamento completo do império que, um dia, foi considerado o maior dos EUA.














