As Forças Armadas da Alemanha vão ser equipadas com munições flutuantes – ou drones explosivos – pela primeira vez, revelaram duas fontes do Ministério da Defesa germânico, esta quinta-feira, numa altura em que Berlim procura alcançar um tecnologia que mostrou o seu poder destrutivo na Ucrânia.
Tanto a Rússia como a Ucrânia utilizaram drones descartáveis, que voam em direção ao alvo antes de caírem a alta velocidade e detonarem no impacto.
No entanto, a aquisiçãode drones armados tem sido controversa na Alemanha, com alguns políticos a associá-los a execuções extrajudiciais seletivas levadas a cabo pelas forças americanas no Afeganistão. Foram necessários anos de debate aceso até que o Parlamento concordasse, em 2022, em permitir que um drone de grande porte, como o Heron TP, que voa a altitudes muito mais elevadas, transportasse armas.
No entanto, as atualizações militares são mais urgentes agora para a Alemanha, no meio da guerra contínua entre a Rússia e a Ucrânia e das dúvidas sobre o futuro da proteção militar dos EUA. Os contratos com duas empresas para um primeiro lote de drones explosivos serão assinados nos próximos dias, disseram as fontes, citadas pela agência ‘Reuters’, que não quiseram revelar os nomes das empresas. O exército, a força aérea e a marinha vão testá-los nos próximos meses.
“O uso de drones e a defesa contra drones é crucial para a sobrevivência das nossas tropas no campo de batalha moderno, isto é algo que aprendemos na Ucrânia”, salientou uma das fontes. “Cada soldado deve ser capaz de operar drones, tal como hoje todos sabem usar binóculos.”
A Alemanha pretende assinar contratos de longo prazo até ao final do ano para um maior número de drones, encurtando o período para a introdução de novas armas, que normalmente demora anos. À medida que a tecnologia de drones evolui rapidamente, os acordos especificarão que as empresas fornecerão um número limitado inicialmente para fins de formação e que poderão ser solicitadas posteriormente a fornecer um número maior dos modelos mais recentes a curto prazo, se necessário. “Não adianta comprar milhares de drones… só para perceber que já estão desatualizados quando precisamos deles”, concluiu a fonte.













