Ninguém quer ficar de fora: Conselheiros europeus correm para Washington após negociações entre enviado de Trump e Putin

A deslocação surge após um encontro direto entre o enviado especial do presidente norte-americano Donald Trump, Steve Witkoff, e o presidente russo, Vladimir Putin.

Pedro Gonçalves

Os principais conselheiros de segurança europeus viajaram de urgência para Washington, num momento em que os Estados Unidos e a Rússia se aproximam de um possível cessar-fogo na Ucrânia. A deslocação surge após um encontro direto entre o enviado especial do presidente norte-americano Donald Trump, Steve Witkoff, e o presidente russo, Vladimir Putin.

Na sexta-feira, o conselheiro de segurança nacional da Alemanha, Jens Plötner, reuniu-se na Casa Branca com os seus homólogos britânico e francês, Jonathan Powell e Emmanuel Bonne, respetivamente. Os três participaram em conversações com o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Mike Waltz, num encontro marcado com urgência face aos avanços nas negociações para o fim do conflito, segundo revela o jornal Politico.



A visita surge numa altura em que as discussões diplomáticas para um cessar-fogo na Ucrânia se intensificam. No início da semana, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e responsáveis norte-americanos chegaram a um entendimento sobre um cessar-fogo de 30 dias, durante conversações realizadas na Arábia Saudita. Com este acordo preliminar, a decisão de avançar para um compromisso efetivo passa agora para Moscovo.

O envolvimento direto de Washington nas negociações foi reforçado na quinta-feira, quando Steve Witkoff, enviado especial de Trump, se reuniu pessoalmente com Vladimir Putin. O presidente dos EUA descreveu as conversações como “boas e produtivas” na sua plataforma Truth Social, sinalizando avanços na via diplomática.

No entanto, tanto os aliados europeus como a Ucrânia receiam ser marginalizados no processo de negociações, à medida que os EUA conduzem discussões diretas com o Kremlin. O papel da Europa na configuração do futuro da região está em jogo, levando Berlim, Paris e Londres a procurar garantir que as suas preocupações e interesses sejam tidos em conta nas decisões sobre um eventual cessar-fogo.

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